Ondas flamejantes de dor
vem findar o movimento,
esses ventos, tormentos
Ali estagnada a beira de um cais,
totalmente sozinha nessa prisão espiritual
Os dias vem a suas noites clarear,
porém seu brilho difuso em orientação
Atraca no parto desesperado desse silencio
que não segura mais a angustia.
Escapa pelas mãos
o suor da nostalgia,
por nada replicar,
o odor do medo a alastrar
Ao fundo, na capela de suas lamentações
o perjúrio ajoelhado dos instantes de amor
Deveres que não pode mais suportar,
alegrias injetadas em bolhas de privações
O ar que te falta
em um universo pessoal,
grande mundo em seu poder
doado aos corvos
guardiões do covil inferior,
crenças diluídas no fogo interior.
Almeja as respostas
desse som enfatizado,
cárcava de defesa defasada
O poço jazigo de benfeitorias
coleta profunda de rejeitada maestria
onde calou-se a canção desse trovador,
delirio discursado por tão triste sonhador.

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