Nos autos desse relato,
nao quero cobrir essa mente,
pelo sal que se alastrou logo à frente,
Sinto o corvo à ruína de nossos corpos,
penumbra nas nuvens
que se unem à tempestade por vir,
sensação de emergir
nesse pesar de fantasia insana,
seu ar invadido pela raiva suburbana,
de costear nesse leito,
triste e rarefeito, não sente assim
de esgueio ou de costas pra mim.
Plágio de sua alegria,
margem de uma bonança aflita,
o conteúdo de minhas vestes
bela cor ainda prevalesse,
o azul celeste que embelezou este céu,
agora fúnebre véu,
que atira minha fé
nesse deprimido mansóléu.
Puxe-me com a força de um leão,
ou com as asas de um faisão,
desvende meus olhos caluniados,
com teu amor enraizado,
que dentro de mim se fez insolente,
pela maresia descontente,
cortina que se fechou, depredar a relíquia
que o vento a mim soprou,
com as pedrarias soltas de exorbitante teor,
face maléfica de meu amor.
A este ser ausente,
de corpo, alma e mente,
tenho tua vertigem comigo,
receio que compartilho
nessas linhas a me sondar
a distante e ambíguo luar,
Preterido suave e deleite
dos atos que sois realmente,
ver te perto minha simetria,
Diamante sem conjura,
meu amor, minha estrutura.

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