
Você dita as regras do seu cotidiano,
eu enfureço-as todas com desprezo
Caminha por entre as farpas da minha divindade,
não sou pó nem realidade.
Imponho ao ser comum
o odor da sujeira de sua própria mente,
deixo-te inconsciente
Por noites e dias sem cessar
clamo a ti e tão somente
esse rebelar de minhas entranhas
a te gritar pela sociedade.
No palco da guerra,
o sangue de meus olhos fluem
nas insignias das tuas rugas cansadas
Em tua mente vago torturante ,
passo a passo sinto seu Eu
sendo devorado por minha astúcia.
Cólera mutante domina teu sorriso em fel,
angustiando e aprisionando tua liberdade
Olhe para os lados,
verá que a todo instante
paira em teu ninho sofrimento latente
No leito do teu companheiro
assombro a cobiça rebuscada em rancor,
Vês? Ele nem te olha mais!
Supondo que me tens envolvida no teu interior,
ludribrio essa alma pagã a chorar
Apunhalar-se em tormentos vibrantes
na vingança de outrém
Que no teu esquecimento
subestimou a tolice de alguém,
efeito dos adornos da rejeição.
Margeando o colosso das injúrias
salivo em tua face a discórdia
por ti mesmo pronunciada
A implacável sombra do que criou
a este mundo somente a mim
tua inércia herdou.
Segure em minhas tranças!
Voe comigo! Pelo apreço do teu martírio
Para o inferno do submundo
Confessionário de tua displicência
abandonando o bicho homem
à sua peculiar incoerência.
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