Trilho então esse caminho... Sufoco!...
Estou indo rapidinho, todos estão a dormir...
É escuro e sem vida...
Vejo meus pezinhos molhados dentro da sandália,
o que sou nesse momento...
um ogro, um morcego, somente talvez panos dentro do cesto,
sou uma condolencia a ir tarde te visitar.
Na rua, os habitantes monótonos me fazem companhia,
Choro... faço birra... acordo essa desiludida freguesia,
Desfazem desse cesto a se movimentar, mas ...
Tudo está diferente...
Meus olhinhos vão a se enxugar,
Sinto o carinho em minha coradinha bochechinha
A esse estranho que curioso me tem a levantar....
e o que está tão assustado a falar....
e de uma chuvade emoções,
Essa circunstancia fúnebre me faz a distanciar.
Piso na nuvem de algodão,
hum ela é doce desde então.
Ao longe,
as folhas se jogam em minhas mãozinhas...
fascinadas por ali estar.
Quero mais é continuar...
A roda gigante sempre me intimida!
Por ela me faço atrevida, subo.
E lá se vai aquela menina...
todos estão a me observar.
De cima o reflexo do dia,
no lago corrente de minha vida,
a roda vai e volta...
gira sem pedir minha companhia,
alinha e desalinha o pirulito
que na mão direita está...
Por favor! Me faça voltar!
Desviando dessa correria...
Cheiro o caminhar tão vagaroso de uma formiga...
Está me roubando o jantar, fino faro de uma figa!
Pegou todinha minha comida!
E agora, aonde isso vai dar...
Sigo dona rabujenta e suas filhas,
Todas elas nessa trilha.
Passo no arco-íris então percebo...
Já raiou o dia, dessa linda garotinha
Que sem perceber, retornou ao mesmo lugar,
Que sem querer não pediu para estar,
Mas sua risada é diferente,
Por quanto tempo ausente,
De sua regressa lembrança que apenas hoje...
Veio a se recordar.
ÀS CRIANÇAS QUE BRINCAM COM SUAS BOLAS, A QUE SUAM A CAMISA NA ESCOLA, A QUE TRABALHA, SE ESFOLA, A FORMAÇÃO TÃO BENEVOLENTE DESSA TÃO RADIANTE MAESTRIA EM ASCENÇÃO, QUE MESMO NA DUREZA DOS TEUS DIAS, JAMAIS PADECERÁ ESSE PURO CORAÇÃO.
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