Por favor, me mostre um lugar pra me esconder!
Não tenho aonde ir, para onde correr!
Esse vazio me encontra constantemente
O que na alma prolifera... Rubra esfera de tandera!
Quero sair!
Converter esse martírio em uma obra de paz
Um reduto para ali adormecer, sem sombra
Sem raízes de poder, sem o desamor a prevalecer
Quero chorar!
Onde está meu cantinho que seria meu ninho?
Como louca, rosno feito um cão,
pelas valas masoquistas do meu Eu.
Consumo minha gratidão,
jogo-a no amargume de meu ardor
Apenas me mostre um lugarzinho para descançar,
para não morrer...para não me entregar,
Deleitar na paz que precisa sossegar apertado coração.
Agora me deixe sozinho, para não te maltratar...
Te desejo todo carinho
que nesse momento não posso lhe doar.

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