Essa inquietação que me apavora,
Me arremessa em aguas turvas
Na tempestade de minha desorientação.
Grande comoção de olhos trêmulos em lágrimas,
Enxergam caminhos passados
Envoltos nessa agua salgada,
Diluem pensamentos e lembranças,
Reunidas em uma fé machucada.
Dia pulsante, sem o tempo para refletir,
Sentir o vento passar pelos vãos dos dedos
Enrugados pelo próprio ausente.
Ó!Que imersão de si!
Redemoinho de emoções
Calejadas de feitos e despenhadeiros,
Tão logo ao topo do fim,
Eis que essa luz de fé ofusca toda essa frustração,
Eleva o pecado e o abençoa em redenção,
Nostalgia afagada pelo perdão.
Sois o parenteses pregador do amor,
Camada que unge o habitar,
Pleno de insegurança e medo,
Reencaminha o reprimido a raiz da esperança,
Força que ruge em nosso levantar,
abstém o mal de ardores subalternos de nossas reações.
Coroa em salvação nossos pedidos,
Sinceros agradecimentos,
De milhares de anos aprisionados
Nesse repetitivo contexto,
Invoca no profundo ser a vontade de ser livre,
Para Contigo caminhar,
Resplandescer a paz restauradora
Nos braços do Senhor, nosso Redentor.

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