sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Olhar Cifrado

Olhar Cifrado

Não faça de conta que não me entende,
Sua face está mais leve que uma pena,
Assistindo a tudo que a sua volta mais teme
Sendo uma ventania que talvez 
Leve embora o amor que mais sente



Não leve em conta todo o rancor que sente nas palavras, 
somente sinta a presença do carinho escondido na face
os risos abertos de uma madrugada acordado
Melodia que ensaia o beijo do enredo dos atos



Pensando nisso o rubor que me cobre o desânimo
Incendeia a escuridão de minha solidão
Porém seu orgulho me tem presa, 
na promoção do bem estar enrubrecendo os olhos,
insana se torna a mente, nada mais importa



Uma pena, que das notas não se faça a poesia
Que do momento turbulento se adquira uma anedota
Uma comédia de roucos palhaços sem talento
Sentimento que não guardam notas musicais
nem tão pouco acordes instrumentais



Sólidas cifras que dignificam status,
Porém não o deixam dormir... desesperado...
Que o dia não corre mais insolarado 
Odioso movimento de um homem cansado
Ministrado  olhos tristes do sofrimento
De não dissolver o que já o corrompeu
 Diferenciar o que já viveu, 
O deixo e infelismente... lamento

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