quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Teu amor com meus olhos

Teu amor com meus olhos



                  
Tear de uma lembrança, quero vê-la novamente,
peito resplandescente,  
diluiu-se em meio a soda que corrói
essa podridão de juras mal alicerçadas, 
o ator desse enredo ilustre 
rabiscado nas divagações de minha mente certeira. 



De que não há caminho sem pedras
quem não chora sem ter razão... 
Pena tenho desse amor, deveras cedo abandonado,
companhia enfatizada 
promessas insensatas de uma manhã nostálgica...
e que dilúvio a levou?



O corpo repete gestos puros de sonhar perfeito,
nuvens de clarear rarefeito,
o murmúrio do desejo nos teus beijos,
qual fosse esse aladim firmasse a verdade em mim!
  Palavras de um tanto exageradas,
loucuras sem sequer serem impostas, 
o semblante brazante onde as fúrias
saltitavam invejosas desse contento sem fim.



Mas como aquele autor não é profeta,
nem o músico somente uma aresta,
minha poesia não trará paixão regressa.
Os olhos não veem mais, será que ele era cego..
ou gastou nesse instante...
 Severa displicência que traz um duvidoso protetor... 



Em dívida com sua primazia, defasa a realeza dos teus dias, 
nesses momentos de conforto onde teu preço tornou-se oco.
A luz que ontem era uma magia se fez fosca
Tonta em sombra e crítica deduzida.
Conjunção de um ser em crise ter o ases do anoitecer
em suas matrizes e dele adoecer em tristeza e desfalecer.
                        

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