sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Filho... me dê a mão!

FILHO, ME DÊ A MÃO


As formigas que em minha porta passam, trazem notícias do seu mundo particular. E uma lição nos dar.
Cheias de esperanças que ninguém as pise, seguem o caminho do lar, em uma comunidade instintiva, sem pensamentos ou almejos, ilusões ou concorrências, que vexame  da humanidade covil.
O som do vento forte assopra as árvores, transmitindo aos demais a chuva que se aproxima novamente, elas por sua vez mexem suas folhas no aviso de que o alimento será irrigado pela água abençoada que o céu presenteia. Vergonha a uma população egocêntrica.
Natureza, o que fazemos aqui? Estaríamos para somar? Porque até agora a absorção é feroz, as desavenças contigo têm sido pecaminosas, amanhecemos desmatando, anoitecemos poluindo e pela tarde dormimos sorvendo o oxigênio que tua existência nos presenteia. Desleal.
Clamam as nuvens carregadas de raiva, emendam-se em cores negras homogeneizando alvorecer antes azul, trovejam pra ver se caem idéias em cabeças mal resolvidas, um uivo nos ouvidos irracionais do ser humano que se enclausura em casas nada convencionais para a ira da mãe natureza, antes fossem tatus!
Pálida comoção dos poucos habitantes do planeta que giram em seu favor,brancos insensatos, índios domados, negros revoltados, pardos mal educados, cinzenta alma amadora, que nem dos próprios sentimentos cuida, do habitat muito espera, do conforto a beleza, do trabalho fazem escravidão pisoteando no colega ao lado e extinguindo do corpo as horas de descanso, da comunidade muito exigem que ela seja parceira, que compreenda seu egoísmo, e que a natureza continue dando frutos sem maltratá-los, pois continuará estacionado no ponto zero dessa sabedoria.
E rebentos continuam a nascer, mais do que o capim do campo, famintos como ratos desnorteados, sem prazer na simplicidade da terra, exigindo o que a singela natureza não tem mais pra doar além dela mesma, mas filhos são assim não é mesmo?Ai do futuro desse mundo se as pessoas continuarem pensando assim.

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