Sinto a friagem
Descobre o véu da imperfeição
Recosta sobre o pensamento
Cada favo deve uma verdade
Recheado pelas entranhas do dissabor
Poliu minhas vestes
Símbolos deixados pelo caminho
As portas que fecharam
Aos olhos da alma nua
Óstia em reflexão,
Açoita o mármore do orgulho
no preceito despido
Correntes de passados insanos,
Corvo da meia noite
Suga,rebusca minha paz
Suspeitas, impasse...
Dívidas com a consciência
Ativam atitudes revoltadas
Base dos meus segredos,
Lágrimas em constante medo,
Dissociação do eu
Quando secarão essas lamúrias
Entretidas pelo sorver de fulgáz paixão?
Nada que o diga terá nexo,
Pois o rei não está diante da coroa,
Desapareceu...
À meditar pelo castelo,
As pontes da valentia florescem no alvorecer
Nova caminhada,
Esperança assinada, sem retornos,
Semblante desmascarado
Toque de recolher
no silêncio da donzela que partiu sem querer
Angústia amenizada
Pela água abençoada
Dos lábios trovadores desse renascer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário