terça-feira, 20 de novembro de 2012

Retorno de mim

 

O que nos gerencia nessa vida? Seremos apenas um contraste de momentos? Vemos tantas coisas, passamos por discórdias, muitas vezes nos assola a solidão.O que de fato de torna bonito de sentir quando dela tiramos a verdade de nós mesmos.
Esses dias não estava bem... primeiro me sentia atarefada demais. O corpo obedecia amarrado, as sequelas disso? Se rebuscavam em meu psicológico. Me via farta de tudo... dos meus filhos, da minha mãe, do meu irmã e até do meu marido, que estava a morar comigo há apenas um mes... a paciencia estava abaixo de zero, então explodi.
O senso da razão aflorava em minhas palavras... nem uma lágrima! Sem remorso algum o vi chorar, e sair. Então sentei em frente ao computador " aliviada" desse fardo e escrevi... me revelei... como sempre faço a vocês.
Bom, caminho continuava aberto, mas algo estava me prendendo... um dia, dois...não percebi... cega de revelações descabidas de minha imaginação fértil. Apunhaladas depois que o outro vai, tem de todos os lados, o engraçado é quando se está na relação não faltam sorrisos invejosos a te maldizer em segredo.
Os dias corriam. As noites tornavam se curtas. O sono escapava com a fumaça do cigarro que não parava de queimar em meus dedos. A idéia não era tão simples assim. A certeza não reinava mais tão sublime em mim. O recosto do sofá umideceu. Chorei. E assim o dia veio me mostrar que ele era belo. Não reparei... adormeci.
Pensei então em mudar de ares, sair, paquerar, ser cortejada. Me aprontei, abasteci o carro, tinha um local para ir, dinheiro na bolsa. Fui somente um grão em meio a duna que se movei pra cima das minha sexpectativas. Frustração. Sentei só, cantei só, bebi só e voltei só, senti o vazio... a falta dele... a sombra da saudade então se instalou.
Então, bloqueei o assunto, a lágrima escorria ser ser chamada, os filmes eram mais dramáticos, meus filhos não colaboravam com a dor. Não tinha paz, não tinha luz. O trabalho era árduo... em minha mente, pois ali o via todos os dias... intacto, quieto, sem esboço de tristeza... sofri mais.... me vi amando... como remediar? Será que era o sentimento dele real?
13 dias. Nesse holocausto de sensações, assim como os amigos as vezes ns derrubam, alguns nos dão a mão. E foram eles, os anjos de luz guiados pela solidariedade que começaram a me mostrar que a quietude era a dor escondida, que o intacto não dormia, que o semblante era de disfarçe. O mesmo sentimento de saudade e ressentimento estava ali naqueles olhos graúdos e cheios de orgulho. Encorajei.
Resolvi ser dona de mim. Me dar um presente, mostrar amor resplandescente, e a voce demonstrei esse martírio. E por surpresa, voce veio a mim, doce e sincero, com a relíquia da sua emoção a mim declarada, me senti viva, como uma alma renovada, sorri, e a ti retornei. Obrigada!

                 

Nenhum comentário:

Postar um comentário