Na raiz de meus segredos afloram desejos,
Neste minuto sem pestaneios
Toda luz necessita de um brilho,
Por vezes fosco,
Irradiando ilustre colorido
Ordenando a mente pelo passado de discórdia
Rostos se mostram sem sorriso
Que mão não procura um apoio,
qual braço recusa um abraço,
qual seria a que a sós recordaria
Talvez uma poeira esfacelada em teus olhos
Não permite enxergar o que na lembrança pulsa
Qual lágrima não exala um fascínio,
De medo,
De carinho,
Qual desses seria o seu martírio
A quem sofra por ter ignorado,
E aquele que sentiu-se desprezado
Toda vida procura alegria,
A quem recuse-a como uma arma fascista
A qualquer preço estendo minhas palavras
Para tua reflexão,
Talvez a alguém deva pedir perdão
Manchas impregnadas nesse ventre,
Saudade mais que carente,
A quem diga que não renasci,
outras mais ousadas admitem que cresci
Tão comovente seria que tua estrada
Fosse traçada em águas correntes,
Mas não...
Preferimos cavar um fosso,
E lá nos esconder dos sentimentos
Tão belo são os poemas de amor...
Porque os de lamento é que nos trazem á pensar,
Quão bom seria aquela pessoa poder consigo estar,
Ou apenas de você lembrar... sem rancor
Porque eu não tive esse prazer...
Desculpe estava dormindo quando me fez ver,
Que o mundo de nosso chão,
Está a cada manhã a falecer.
Por que então desse luto não me levantei...
Desculpe... minha tristeza era tão pesada
Que essas pernas não mais encontravam força
Para simplesmente deixar você me tocar
Apenas vejo que não há espaço para o calor de qualquer amor...
se você não aprender a deixá-lo entrar.
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