terça-feira, 20 de novembro de 2012

Londrina

Coração civil magoado.
De um povo que se deita
Revela somente o que se queixa.
Do corpo que não para,
Comoção que se amarra,
Vida corriqueira de uma pátria



Café tato firme,
de luta sonhos e poesia,
de papo pro ar, alegria
O dia a dia que nos divide
Em somas e subvenção
As cores de uma cidade enfeitada
Beleza que emerge em extremidade.



De um cidadão
que se diverte sem razão,
ou daquele senhor
sentado sem direção



Pelas cores das roupas das madames,
cabelos alisados,
bolsas brilhantes em fumê
O relato de um morador
que nada tem a comer,
que com os filhos
não sabe mais o que fazer



Londrina! Filha de uma nação enriquecida,
pela história em menção de reis e brasão
Menino em ascenção,
prefeito de bela feição,  feitos e preceitos
Da certeza nessa manhã de assinaturas,
que amanhã não se faz mais o ontem
Quem de nós será o martir da vez,
que supõe as dúvidas de um interno prazer.



Bom, seremos descritivos em mais uma tez
Nos postos que pedem socorro,
dos jovens que se distraem embriagados
As mães que ali se desesperam pelos seus doentes,
dos entes que nada exasperam.



Nas mudanças que todos esperam,
Ditas regras que na maioria  se desintegram
Pelos filhos dos pais que não ensinaram
o respeito pelo que está a seu lado
Onde o que nos move são carros bem sucedidos,
e  mentes em egocentrismo.



O que não somente aqui se corre,
mas infelizmente pelo mundo escorre
Os efeitos desse ouro que se esqueceu, 
o amor que o ser humano converteu
Em plumas e ouro,
deixando de lado o próprio tesouro
O sorriso do agradecimento,
a lágrima dadas as mãos,
a febre da ajuda entre os irmãos.


Londrina, como sempre tão gentil,
nos mostre seu padronismo
pelos filhos do seu cortejo
Que esperançosos almejam
pela inteligencia senil
do seu abraço, reconhecimento,
 do tão desejoso... respeito.

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