quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Falso amigo



É impressionante como a mente do ser humano pode ser tão perversa. Não falo nem sobre as atrocidades dos crimes que acontecem todos os dias no mundo, nem no Brasil, mas a maldade do dia dia, de pessoas do seu cotidiano, pessoas do teu próprio círculo social.
Já imaginou o número de pessoas que você reune desde o teu bom dia na rua, até os vínculos mais fortes? Acontece que nem todas essas "amizades" se aproximam à toa. A gente possui um brilho natural de ser, de demonstrar, de conversar, de chamar aproximações... mas devemos abrir os olhos porque nem todas são bem vindas.
O que quero dizer é há pessoas que emitem sorrisos cilada que te cativam, conversas que te agradam, quando na realidade a pessoa quer conquistar tua confiança para tua futura condenação. Descobre assim teus gostos, teus segredos, teu passado, até o que você tem na geladeira, aí usa desses meios pra te atacar quando bem entende... geralmente na sutileza, que é pra não estragar o disfarce. Você confia, se envolve... Deu! Tá feito o erro.
Geralmente pessoas desse calão são rodeadas de gente iludida, que acha que aquela amizade é popular por ser divertida, alegria também forçada, pois escondem uma vida cheia de recalques e raivas, destilando assim, toda sua ira contra os outros no belo estilo... se eu não pude, ele também não. Pura maldade.
Se você conhece alguém com esses padrões, fuja! Não caia na tentação de se espelhar na alegria falsa desse indivíduo, seja você! Pode nem todos gostarem do teu jeito carrancudo, chorão ou reclamão, mas com certeza quem está ao teu lado aguentando tudo isso sempre, merece sua amizade e sua confiança.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ambíguo luar

                              
Nos autos desse relato,
nao quero cobrir essa mente,
pelo sal que se alastrou logo à frente,
Sinto o corvo à ruína de nossos corpos,
penumbra nas nuvens
que se unem à tempestade por vir,
sensação de emergir
nesse pesar de fantasia insana,
seu ar  invadido pela raiva suburbana,
de costear nesse leito,
triste e rarefeito, não sente assim 
 de esgueio ou de costas pra mim.




Plágio de sua alegria,
margem de uma bonança aflita,
o conteúdo de minhas vestes 
bela cor ainda prevalesse,
o azul celeste que embelezou este céu,
agora fúnebre véu,
que atira minha fé
nesse deprimido mansóléu.




Puxe-me com a força de um leão,
ou com as asas de um faisão,
desvende meus olhos caluniados,
com teu amor enraizado,
que dentro de mim se fez insolente,
pela maresia descontente, 
cortina que se fechou, depredar a relíquia
que o vento a mim soprou,
com as pedrarias soltas de exorbitante teor,
face maléfica de meu amor.




A este ser ausente,
de corpo, alma e mente,
tenho tua vertigem comigo,
receio que compartilho 
nessas linhas a me sondar
a distante e ambíguo luar,
Preterido suave e deleite
dos atos que sois realmente,
ver te perto minha simetria,
Diamante sem conjura,
meu amor, minha estrutura.

Menina Moça

 

                                Menina "moça"




Menina Moça
          
Bom dia Sol da minha manhã, que bom que veio me visitar, desta janela o frio sempre vem me arrepiar, adoro seu brilho, com ele não sinto esse vazio que nos meus olhos me faz chorar.


Quero sair, ir com as outras crianças brincar, vejo-as contentes, jogando bola pulando corda, subindo em arvores, contando anedotas, vestido rosa, menina formosa, minha amiga que há tempos não vem me chamar.Gostaria tanto de com ela conversar, mas acho que não iria me entender mais.


Tenho a você um segredo pra contar, mas por favor, não conte a ninguém, tenho vergonha e não quero que minha mâe saiba, mas nessa noite, e na outra também meu tio veio a me encontrar. Sapato bicudo, bigode pontudo, fechou a porta de mansinho. Olhou para mim, sorriu, um bafo de bebida, eu senti medo.Ele sentou do meu lado, eu encolhida feito um novelo, não queria sua presença, tocou em meus cabelos, com as mãos cheias de pelo, e falava em nada revelar, pois minha mãe iria comigo brigar, então fiquei em silencio, senti meu corpo doer por inteiro, minha calcinha a se rasgar, não quis olhar, pensei em gritar, mas meu tio pegou uma renda e amarrou em minha  garganta caso se eu fosse chorar, disso não quero mais falar.


Minhas bonecas de pano, no balcão estão mofando, pois com elas não quero mais brincar, não tenho vontade pra ir até lá, então todas as manhãs venho ao teu encontro, porque voce tão distante vem me esquentar, faz de minha infância relembrar, do tempo em que eu era criança, e em meu quarto nem pensava em ficar. pois tinha vida em meu olhar.


Peço meu amigo Sol, que nâo me abandone, não gosto da Lua, ela me trás essa criatura, tão feia e cruel, não entende que em minha mente somente o amor que tinha me fazia sorridente, hoje morre nesse jardim, que todos os dias floresce pra mim, tentando me fazer feliz, mas sou uma flor murcha porque as pétalas da inocência, alguém as levou, somente essa dor que em mim ficou, e um sonho de um dia meu Deuzinho regar novamente meu amor. 


 orkut, myspace e hi5, Borboleta asa de borboletas coração brilho mensagem com borboletaorkut, myspace e hi5, Borboleta asa de borboletas coração brilho mensagem com borboleta

Magia sonora

                          

Gomenasai

                           
Tenho na vida a traçada mais larga,
o caminho mais complicado
na ocasião mais turva
a mão que adormece minha dor



Tenho no peito o choro mais carregado,
tez mais avermelhada
o semblante mais abafado
de uma voz que por ontem se foi



Tenho nessa amizade
 a alegria mais intensa, a face mais densa
das lembranças de minha existência
 que um dia se fez sorrir



Tenho nesse instante
 o dia mais agorento
dos momentos mais intensos
que um dia com voce passei



Almejo nessas andanças
com você caminhar novamente,
desabafar essa torrente
uma entrave dessa corrente
que agora alegria fez desabar



Pensava ser permanente
essa amizade decente
onde estava em minha frente
em qualquer interstício,
em qualquer circunstância,
em sua cama, dormindo sem fama



Sou uma mão sem circular,
um peito sem respirar
sem o apreço do seu olhar
Temo somente que suas lembranças
não sejam de bonança
nesse confim de longe estar,
nos braços desse amigo
somente me dói te recordar.



Sei que o tempo nos tornou ausente,
ou que os desvios tornaram se presentes
no assento dessa vivência de minha incoerência
de ser saudosa de sua presença.



OLHAR DE VIAJANTE

 

Toda manhã aguardo esse tempo, momento em que o unguento vem lavar minhas dúvidas se voce persiste mesmo, tendo em razão o que na estrada ficou, o café que no copo esfriou, essa gota fria de suor seco para os poros novamente repassada, conflitos diários de minha astúcia, pelos anos, roda viva do mundo.

O semblante caçoado pelo Sol que escalda, em minha pele castigada, o abençoado fogo da vontade, do reconhecimento de si, para o encanto de vós, para o encontro contigo. Ando a favor do tempo, não daquele tempo, deste mesmo em que voce não ve minha presença, santifico seu nome nas melodias mais tristes de um violão velho cansado. Mãos que nas cordas toca nos fios dos seus cabelos e da canção faz de sua voz meu hino de libertação.
Às conversas que enrolam a língua do viajante, parou de sorrir por um instante para todo e qualquer olhar, dos sorrateiros que distraídos ouviam a chuva a pingar e de longe o caminhão trafegar, logo como o soar de uma campainha, todos se levantaram da bancada improvisada, a mala ja preparada, nela uma desejosa aflição.

Batem os tambores novamente, chegada a hora do chão tremer, não dessa forma mundana que os pés magoam o chão, os pneus que assolam minha tristeza e saudade também emanam a alegria de minha estadia, pois a poesia que me consola agora sorri para a aurora  sua lembrança ao regresso nessa estrada em vigília pelo rosto que lá deixei, nessas linhas que pra ti resenhei.

Mulher e Criatura





Os cárceres do meu medo ,
libertos na imaginação
trago essa alegria sem indignação
na ilusória familia inventada
de minha infância isolada.
A gota de mel pintada pela criança
pelas abelhas felicidade confeccionada
que lambuza saudosa lembrança.


Cofre a sete chaves guardado,
rostos que não serão rabiscados,
nem pela tristeza apagados
Talento de minha nobreza
onde os risos ecoam desdentados,
morteiros em olhos de tolerância,
que confortam minhas dores,
e afastam o inimigo.
Sutil nas palavras de amigo,
porém sorrateiro e com ódio infindo.


Diluída a mareja nos versos
espectro em mim hediondo,
sem ver o peito aos ventos exponho
A  que nos laços absorvi
 a este papel em rasura escrevi
Dessa sombra a me desamarrar,
tão logo me renovar, dizer “eu cresci”

Os caminhos que desconheço
a teus ouvidos desbravo em desenho
Até que em minha memória
tua enchente de maledicência
vem a me escaldar
Amargura de não ser o meu olhar,
afeição hipócrita que veio comigo habitar.

Sinto o gosto do perfume,
há léguas no meu ninho vem desordenar
Como queria desse corpo ter requerido
os prós e contras de um amor vencido
Os valores ditam a simpatia, do toque,
da tolerância, contemplo perseverança.

Nada que meus instintos
não foram avisados,
a desviar de lobos amoitados
Que do ar impregnam o cheiro,
fazendo de mim sua presa, seu alimento.
Suprindo sua fome,
com a dor que me consome,
nas palavras cuspidas ontem.

O que a esse choro de lamento,
não cativo as injúrias proferidas
contra minha conjuntura
Pois sou despida em minha escritura,
parte mulher parte criatura
que nesse conto de franqueza,
me exponho sem disfarce,
a todos mostro minha verdade,
sofrendo como sou, abolindo teu desamor,
Sobrevivendo na habilidade de um Condor.
                   

Calabouço Cultural

 

                          
Quero ser as asas desse habitante
que para o céu admira esse mansoléu
Advertir em cores as dores na tintura de um papel
Onde talvez estaria melhor desenhado,
ser os traços do bordado
Da camélia que pretende se casar,
toda façeira de olho vendado




Adorar o ser encantado que
das nuvens a noite vem me abraçar
Quem me dera voce não tivesse que passar por isso,
teu sofrimento
Esse sentimento tão profundo
ministrando teus dias em lamento



Eu apenas a ti posso orar,
pois as lagrimas que possuo
não consigo as soltar
Meu corpo não as tem para lhe doar,
já foram passadas para a terra lavrar




Teria mil pedidos a esse autor
das minhas canções de ninar
Entretanto não levanto minhas mãos ao ar,
Pois estão estendidas sobre esse altar
Meu rosto não tem face ao teu mundo,
Colorido demais a esse corpo moribundo




Traduzo então esse martírio aos versos mais tristonhos
que ao teu coração possa essa minha dor amenizar
Tenho medo, que esse Senhor  
ao nosso povo esconda todo o amor
Toda glória que á voce Ele dá,
pois meu plano está tramado,
Em mares de areia em ossos nessa bandeja
Para que dos sonhos eu venha buscar 
seus olhares espantado




Sei que desse sofrimento virá um anjo
Encontro suplicado
suporte de todo meu desejo
Nos calabouços do mundo
que não me enxergou
nesse momento onde
somente esse abutre me cobiçou.

sábado, 24 de novembro de 2012

Direitos humanos... Uma púta sacanagem!



Hoje você vê nosso código penal e sente medo de fazer algo errado.... Não deveria não, pois o bandido tem mais direito que nossas famílias! Hoje temos um absurdo de mais de 100 policiais mortos em São Paulo, mais de 400 que se despediram da carreira mais heróica que existe, pois ninguém quer saber que vai morrer... todos prestaram concursos, exigências que uma barbaridade hoje se faz pra ingressar na carreira policial, ainda mais pra não obter apoio incondicional do Estado e no fim acabar com a vida nas  mãos de vagabundos que tem no sistema constitucional uma proteção larga que são os direitos humanos... Onde estão os auxílios às vítimas desse caos?
Se vêem indefesos, policiais se equiparam às vítimas do nosso país, que ao invés de se sentirem protegidos para proteger, cada vez mais são brinquedos nas mãos de marginais. Um holocausto são as madrugadas onde a noite, maliciosa, protege também a corja que se assemelha às cobras, que rastejam e se preparam pra dar o bote.
Não há lugar onde se esconder! Se estamos em casa... eles invadem, estupram, roubam, matam, torturam, abusam de nossas famílias como se fossemos bonecos que devemos pagar por sermos do lado do bem... é assim que se vê uma pessoa correta, que paga pelos impostos, pela comida que come, pelo local que mora... somos abandonados pelo governo.
Uma lei que não cabe mais ao nosso país, que finge ser feliz, que superficialmente falando está perfeito... mas que droga é essa que ninguém fala... é claro! Se fala morre... Se protege... morre... Se ignora, morre... Se se defende... morre também... Não se fala em guerra... mas os marginais são como formigas, mais organizados que os grandes gafanhotos.
O caos está instalado! Se pensar que não acontecerá com você... logo você terá um viciado, um ladrão, um extelionatário, um estuprador, um sequestrador, um traficante no seu círculo social... se não estiver no teu meio familiar... se não "visitarem" tua casa. Acorda!!





sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Tapando o sol




 
Rufem os tambores.... tum tum
assim são as batidas do coração
Onde o povo esconde sua dor
suas lágrimas, seu verdadeiro Eu.


 
Gritem os animais... rrrrr
Grunidos de raiva sufocados
Abafados pelo carma
Saturados pelo descaso, do pecado



Sussurre a noite... shshsh
Bela noite enfatizada pelos amantes
Coroada rainha dos sofredores
Duas faces de beleza



Palmas aos pensamentos
que por medo não saem mais do lugar
Agarrou-se aos sentidos mais insanos
Ao riso desgarrado, silenciou o sofrimento



O que antes era vida
Agora é qualquer coisa
feita de qualquer jeito
Tudo que fuja da verdade



A sinceridade se esconde no silêncio
A paixão atropela o amor
O carinho se equivale ao bel prazer
A tristeza foi tapada... por um vago sorriso



O som deu lado ao barulho
As palavras substituídas por desenhos
O sentimento virou moeda de troca
Será que evoluímos?




quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Sarjeta de idéias

 



Até onde vai a mente sã? Até o último gole do copo? Ou da garrafa? Até o último habitante da festa? Até varrerem as latas do chão? Espere então que aconteça isso, pois para quem bebe... O conjunto corpo e mente estarão sempre " sãos" .
Esses dias estava em casa tomando uma cervejinha para descontrair, minha mãe voltava de uma caminhada quando nos contou que havia um homem morto ali em meio ao matagal perto da sarjeta. Eu e meu marido fomos lá para ver se realmente era caso para ambulância. O homem estava com o rosto coberto pelo mato, que o fez desaparecer como o meio fio, mas estava vivo, somente desequilibrou, não conseguindo mais levantar. Conversamos com ele que nem queria sair dali. Então seguramo-lo pelo braço e levantamo -no até uma mureta para que se sentasse. especulamos um pouco até que descobrimos onde morava. Fomos com ele até o portão da casa, esperamos que entrasse e voltamos para a casa.
Hoje me deparei com um ser " são" no onibus enquanto me dirigia para o serviço, estava eu levitando com meus problemas e soluções possiveis quando ouvi uma cantoria lá ao fundo. Pensei que eram meninos de escola bagunçando, aí veio a cena, a gente até acha engraçada neh, olhei para trás porque a cantoria tava em alto nível, um senhorzinho magrinho e barbudo que mal conseguia se segurar, as pessoas riam, o motorista do onibus virava a condução bruscamente, não achei çlegal, ele nem reparou, saiu cantarolando músicas daquelas de botequim feliz da vida... rumo ao bar.
Ontem, uma notícia pela internet que é mais complicada por se tratar do que essa pessoa faz... foi detido ontem por atos obsenos, proposta de suborno, nu dentro do carro e... completamente alcoolizado... um padre bastante conhecido que veio realizar um casamento na cidade vizinha, pensem em como ele é conceituado dado o número de fiéis que o seguem. Ele ficou preso, foi mostrado de cueca na tv, algemado na delegacia, imagine a humilhação... e o que é pior, como ficam os convertidos por ele, que através dele encontraram as palavras de salvação... frustração.
Talvez nos momentos descontraídos podemos levar uma cerveja, um vinho ou até o whisky numa roda de amigos, o que importa é estarmos concientes de que, a cada um gole, pede se mais e mais, até que o numero de casos de acidentes de trânsito, ou de mortes por embriaguez esteja beirando o teto com o numero de casos sem solução, pois nada é mais humilhante que alguém que não segura seu próprio corpo. Podemos fazer o que quisermos, desde que isso não destrua quem somos. Consciência temos quando estamos sóbrios, e não " sãos".

Grito de Libertação- Dueto

 

                           
Quero soltar o grito preso na garganta,
Dizer para minh’alma...
a hora é agora...
Chega de ficar prostrada... levanta!
Derrubar a sofisma...
Tudo que não é válido
quero botar pra fora.




O vento belo barqueiro,
parceiro de nossos caminhos,
nos traz a boa nova de tão aclamado destino,
desmistifica o meu olhar inexpressivo,
que desta vez não chora
ao horizonte ora essa sede
de não mais sofrer, apenas crê...




A brisa que abraça suave o rosto...
Do vinho pisado restando o mosto,
Uma nova etapa espera-se com gosto,
Como o bravo soldado que,
 jamais deixa seu posto





Nessa fonte da juventude, sabor de plenitude
desse cálice aperfeiçoado
O maremoto já amansado,
o limiar que me lançou aos ares em risos
Suavizando  pedra imposta, deslizes...
desvios que não proporcionam novo desafio
A esse mártir aprisionado por tantos julgado
açoitado na face de uma fraude.




Jamais dizer o que os fracos dizem,
na firmeza da voz...canção entoada,
Flutuar nas alturas, sermos livres...
e certos de termos certeza...
É ir de encontro às  posturas impostas...
lápide  de um frio  jazigo,
Livres para dizer o que quisermos...
essa é nossa maior riqueza.




E nessa lápide de velhas escrituras,
saudades e murmúrias
gravo o fim de um anseio,
cravo nesse enredo o que não se é segredo
no palco de minha libertação
essa coroa de perdão
se mistura na multidão de véu atirado
mais um rosto no anonimato.
Jenny & Paulo Moreno
(blog celebrandoavida.loveblog.com.br)

A ti

 

                                                 A ti

                           

Ainda estou aqui, olhando pra ti com esses olhos esperando um abraço. Não percebe? Preciso disso, de segurar nessa mão que afagou  me quando respirava na barriga de minha mãe. Lá eu sentia uma ansiedade tremenda, de querer sair, para ver quem tanto falava de mim, aqueles olhos tristes de quem tinha vergonha de demonstrar o carinho guardado no coração, de me fazer dormir quando a si perdia o sono com minha dor.
Tantas vezes que meu lápis pegou para me ensinar as fórmulas mais dificeis de somar e multiplicar, o professor que pensava não saber se estava fazendo certo ao me dar uma bronca e me deixar de castigo, ou em ignorar meus passinhos quando saía da sala pra fazer bagunça na cozinha enquanto tirava a soneca do almoço.
Lembro me de quando chorei em teus braços ao brigar com o namorado, meio sem jeito, sempre sisudo passou a mão em meus cabelos e me contou histórias de como a vida é próspera e que não deveria lamentar uma discussão quando tivesse razão, que o caráter de alguém estaria sempre presente no perdão, Ou mesmo quando estava angustiada, saiu comigo pra eu simplesmente gritar aos campos para que não me martirizasse assim.
Sei que quando ficava na sacada, escutando suas músicas, copo e cigarro na mão, sua mente vagava para longe da tristeza que emaranhava seu peito em pranto, às vezes sem uma lágrima derramar para a fraqueza da emoção não transpassar. Teus dias passo a passo nas idéias solitárias de um homem magoado me faziam te refletir.
Hoje estou adulta, tento te enxergar no tempo, varrendo os contras dessa vida que separou sua mão da minha, onde as noites foram tempestades de desamor e ingratidão, que teu coração teima em olhar pra mim sem afeição, como se nada de sentimento existisse, desviar esse momento de se emocionar ao passar por mim como se tivesse esquecido eterno apreço que por ti eu prezo, portanto não penses que a disparidade do julgamento de estar do outro lado vai me fazer deixar de te amar, pois só queria tua atenção chamar, para em minha mão novamente segurar, e nesses dias a seguir por ti rezarei e a ti pedirei que um dia venha a me perdoar.
                 

No Seio de uma Guerreira

No seio de uma guerreira



Por que tanto te odeiam guerreira Doris?
Por que ao pisar em pedras, eles riem tanto?
Tento te entender...
desde os diferentes olhares,
dos mais sensatos gestos,
das mais destonadas vozes.
Qualquer pavio que remeta
esse desgosto todo
de sensibilizar suas dores.





Minha cara !
Vejo o suor da guerra
embainha a espada 
com a força de um leão,
sela com a precisão de um lince
os olhares de descontento
que a ti miram.
 Sinto suas vértebras eriçadas 
contorcendo em prol de sua cria,
que fecha os olhos
ao estampidos do rifle.





Que martírio és tu diante tua imagem!
Envelhecida pelas rugas do tempo
 proliferam em lágrimas espremidas
pelos olhos que ardem pelo sal expelido,
poderia até sê-los, se os meus
já não sofressem por ti,
pelas garras afiadas que a mim aponta,
como ostento de poder e magnitude.





Os dias que passa aflita...
Musa de minha esperança!
Raiz do tormento de quem a ti fere, 
Constroem essa fortaleza de vidro
nas gotículas escondidas de sua tristeza,
real alma guia de soldados moribundos,
que sobem em seu lombo...
Calçam seus passos, porém...
com inominável irrelevancia
espalmam sua mão ante a queda.





Indolor esse frio nos lábios trincados,
ó fiel escudeira!
De súbito olha para meu interior
e com o conforto do seu aconchego
te enxergo nas entranhas...
teus medos, ... teus modos,
tua bondade...por fim sinto me feliz,
pois ainda pressente 
essa presença dentro de si,
minha identidade Doris.


                                              

Dor e Cura - "Dueto" Brasileiro... Realidade

                                   
                   Dor e Cura - "Dueto Brasileiro"... Realidade

                                                Blog de jennybyjenny : a visão de uma alma nua e crua, Dor e Cura - "Dueto"
A dor que sinto pesa em minha face agoniante, meus pés não encostam no chão, a dor é alastrante, pelo banco do ambulatório, órgão e corpo em estado desgastante, é pena que não posso aos cantos dessa sala gritar minha dor, tem gente ouvindo, calo e aguardo.

Estou cansado de lamúrias, ô dia que não passa, apenas meia hora de meu tempo e jaz uma leva de reclamações, chateações, calma estou acordando ainda, já atendo voces... O próximo, Pedro da Silva... ixi! na mão, coitado! doze anos, novo pra isso... deixe me ver... febre?...

Nossa!! À tres horas aqui nessa maca, essa mulher é surda?... Ai quero sair... Será que alguém por favor pode me ajudar aqui?... o soro escapou... Moça!... Ei enfermeira!... nossa tá inchando...hanf...

Olha, o senhor já será atendido pelo médico. Vou te dar esse remédio aqui que vai durar em média 6 hs, vai parar a náusea e coratr a diarréia mas precisa estar em jejum por enquanto.... nossa esqueci meu celular no carro, ai que droga será que ele me liga hoje?... Não senhor! Tem que aguardar... hum, vou lá buscar.

Putz não aguento mais! Mãe, pede pra mulher lá trocar o lençol que to até assado de ficar aqui deitado nessa molhança toda, meu Deus será que ninguém me escuta! Faz uma hora que ela disse que voltava e nada, vai lá mãe... não sou nada mesmo, nem ligam pra gente aqui, é igual porco, só joga lavagem...

Deixa ver, sala 3... Andréa Calixto, ultrassom,...Hudson pega ela aqui, ela não consegue levantar, a senhora vai ter que ajudar, segura aqui que o enfermeiro já vem... nossa tá lotado isso hoje, parece que escolheram o mesmo dia pra vir aff, essa mulher de novo...hã? não, já disse...tem que esperar, o médico não liberou o laudo ainda...

Será que meu pai vem me ver? Será que a neuza avisou lá no serviço? não trouxe nem um telefon...Ai ai é ai... f.d.p, já não disse que dói, não tão nem ai só porque to sozinho abusam...A tá moça obrigada... é vai embora logo e me deixa aqui morrer, ninguém vai ligar mesmo!

Ai gente voces viram aquela gorda lá que nem louca lá pedindo dramim?Hahhaha, só pra ela aprender deixei ela esperando, não se toca! espera! eu lá no meu intervalo e ela enchendo! E aquele cara lá, ai credo! Fiquei até com nojo mas fazer o que né, voce pegou? ah não acredito e a que horas vão se ver? hum a mulher dele é bem feinha né... tchau até amanhã, a não é minha folga hahhaha....

MESMO QUE ALGUÉM SE SALVE, A VIDA NOS HOSPITAIS HOJE É TÃO BANAL QUANTO A PERDA DELA. O PACIENTE NÃO EXISTE SEM O DOUTOR... E PRA QUE DOUTOR SE NÃO EXISTIR DOENTE?... RESPEITO, É QUE O DOENTE PRECISA, CUIDADO, É O QUE ELE TEM, CARINHO, SERIA O ELO SE O DOUTOR NÃO ESTIVESSE CALEJADO, ENTÃO O QUE É ISSO DOUTOR, PRA QUE ESSE JALECO SE NÃO TE FAZ FELIZ UM PACIENTE A SORRIR? AO MENOS DIGA UM BOM DIA!

                           

Acomodado na Conveniência

 

                     

O desconforto que me causa certas situações é tamanho quanto o comodismo de alguns. Pode ver que, enquanto voce faz o café, tem gente já esperando para tomar... comodismo né, já tem quem faz... então espero ( me refiro a adultos ta pessoal), a roupa está para passar, o ferro ta ali...e voce como já está próximo a ele, que sorte hein! 

Ok, outra cena que me atina o mau humor é quando voce tem vícios rotineiros e a pessoa que mora com voce acaba por pegar de bonde os mesmos, haja carão né, se não bastasse os próprios, é conveniente que, se o sabonete está no chão do banheiro... pra que pegar?...ou se moro aqui, e voce paga a luz, pra que economizar?...

E o típico pega carona na sua onda? A maré está ótima, graças a seus esforços e acaba por conseguir um carro novo ou mesmo um bônus na conta telefonica, o tal já faz planos com o teu premio, e mais que voce não ve a hora de usá-lo, como pode ser tão (in)conveniente assim !

Voce recebe uma herança, que é sua, não entendo o porque da obrigação de dar a metade pro seu parente, é voce que sabe onde vai apertar o calo, e outra coisa, ajuda não tem preço, é opção, temos necessidades e não vai tirar o pão do seu filho pra dar a alguém que por conveniencia permanece na sua vida. ( está nos olhos quem lhe quer bem), coitado então se ganhar na mega-sena, acabou a paz.

Tenho exemplos típicos e o engraçado é que são coisinhas tão pequenas mas que conforme a repetição, viram duzias de lixo em frente ao seu ego, pois temos livre arbítrio de fazer, contanto como sempre digo, que isso não intervenha no caráter, que é algo que penso que o "conveniente" não tem pois se respeitasse o espaço dos outros pediria licença para se servir da vida alheia ou no mínimo teria vergonha para analisar uma situação sem julgar.

O absurdo que vejo dos dias de hoje é que virou moda se atirar nas cordas enquanto o outro se mata para conquistar, o que na realidade vira fato, se apoderam da concretização do sonho que custou trabalho, cara feia, choro, força, tropeços e planejamento, aí por conveniencia, um te atura, por comodismo o outro continua, ai que vontade de gritar.... e o pior... todos tem rosto...