terça-feira, 29 de janeiro de 2013

RS


Nosso Estado tem força, tem discrição, tem humildade...
Nosso RS tem história, tem feitoria, teve guerra...
Somos o mel campeiro, aquele que faz bem à estomago forte
àquele que não se conta lorota, se comprova façanha.
Nossa lida é a mais simples, mais solidária, mais regional.
Sendo fruto da terra nascemos guerreiros, entoado na mesma canção.
Somos Rio Grande, o sul que hoje sem querer moveu uma nação.
Por sermos assim... 

"O gaúcho desde piá vai aprendendo
A ser valente, não ter medo, ter coragem.
Em manotaços do tempo e em bochinchos
Retempera e moldura sua imagem.

Não podemo se entrega pros home
De jeito nenhum, amigo e companheiro.
Não tá morto que luta, quem peleia.
Pois lutar é a marca do campeiro." 

SANTA MARIA- RS



O Brasil andava muito egoísta, cada um por si, 

pensando em como ganhar mais e mais dinheiro, 

pisando em quem tem menos, sentindo cada vez 

menos amor ao próximo, banalizando a morte, pq 

um corpo no chão já era "normal" ou "comum", 

que tirar sangue de alguém não era nada, que 

machucar os sentimentos dos outros não o fazia 

menos, porque seu punho era mais forte, sua 

voz mais potente. Combatentes da vida, meninos 

e meninas crescem sem dar valor a pequenas 

coisas da vida como um abraço sincero, um 

olhar de piedade, uma palavra amiga, uma 

lágrima de solidariedade.


Domingo vimos Deus nos tirar 234 vidas de 

jovens que venceram uma etapa da vida, que 

iriam conquistar o mundo, que poderiam fazer a 

diferença, e sem dúvida fizeram porque cada 

família tinha orgulho da vitória de cada um 

deles. Dessa vez Ele nos deu uma prova, de uma 

forma muito triste e impactante, de como não 

somos nada além de carne e sentimentos, que a 

carne se vai, os sentimentos ficam, e que o 

sentimento vale muito mais do que tudo que 

estamos correndo atrás nos dias de hoje. 

Reflita bem essa tragédia, se roupas, beleza e 

dinheiro pagam por quem você deveria dar mais 

amor, mais valor, afinal de contas, tudo 

passa, menos a saudade.

Peripécia da mente


PERIPÉCIA DA MENTE

Blog de jennybyjenny :a visão de uma alma nua e crua, PERIPÉCIA DA MENTE
UMA VEZ CERTA ALMA ME SALIENTOU:
SEJA SEMPRE O FRUTO DA VERDADE
POIS O OLHAR SERÁ SEMPRE A IMAGEM DO CORAÇÃO
NÃO SE OPONHA AS RIQUEZAS DAS ESTRELAS
MOSTRE QUE A FORÇA DO SER
SERÁ INÚMERAS VEZES MAIOR
QUE O CONSELHO VÃO DO IGNORÁVEL.

BOPE


Batalha Ostensiva pela Paz e Esperança

Nas largas extensões de pensamentos e idéias que nos vão surgindo, a defesa é vida. Ostensiva é a proteção do amante do rifle, imposto pelas leis da cidadania, pessoa que sucede a seus valores pessoais, aqueles... denegridos pelo bem estar da minoria que o crê.

Supõe nas suas fardas que o respeito é entregue passivamente, a insígnia no coração incandescente das horas de impasse com seus sonhos, a realidade dos seus dias em tormento dando espaço a glória conquistada.Vão abrindo espaço em suas mentes o amor pelo desconhecido, pela honra da fé na mudança, na constância da paz impostamente concedida .

A 765 vibra nos tambores da favela, o curtume incendeia o vilarejo que de quebra, cobra. Lava a alma do encarcerado divino saqueador dos bons costumes. Quem dera o pão fosse de centeio, mártir se torna o adorno das formigas ensaiadas pela corja do dissabor.

Falência da boa conduta cada qual sabe o que quer... sobreviver. Adjacentes janelas abrem ao soar do canta galo, é a prova da corrompida liberdade, essa que penetra nas famílias de forma brusca e autoritária, olhos medrosos fingem sorrir, quando na verdade as pernas empurram o cidadão para o beco de sua amargura.

Ao fim do dia, o toque de recolher atenta a sirene berrante do comboio. Correria que pé por pé, sobe as escadarias do desespero em busca de proteção, de antemão, estouro, gritos, os muros caem em combate, armas engatilhadas, a força em choque, a justiça da ética e os males do seculo no confronto de poderes, alienados pela falta da igualdade social, rastros de historia que marcam um povo neste momento aflito, na gangrena do entendimento, bandeira sem cor, sem saber a quem recorrer, confusão.

Madrugada sem sono, amigos anônimos, inimigos declarados, onde está a razão? Em quem confiar? O assassinato da autoridade por alguns que a todos deveriam defender, boicotam as esperanças do guerreiro combatente, na esfera do empenho dos seus dias incessantes de suor e concentração, nossa alma resguardada pela insistência desses homens, cuja lei estampada em nossa bandeira, permanece no colorido de nossas expectativas, nas palavras cravadas ao alto que o vento balança de forma a leva -las incondicionalmente a todos que nela acreditam, nossa pátria.


Amor louco

Não sei o que me impulsiona a viver assim... Meu mundo se tornou uma masmorra... não se pode dançar, não se pia... nem se canta, só se pensa em como escapar... em como fugir... dessa vida que eu mesma criei.
Estou como numa rua sem saída sabe?! Tendo que retornar para prosseguir... ou é isso ou não entendo nada da minha vida... Amei quem gostaria de ter amado, fui tomada por quem era meu príncipe encantado, tive regalias que muitos regrados não tem, tive minha mente possuída pelo fervor da paixão.
Hoje não vejo como antes, sei que o amor de mim foi real, que minhas juras fora verdadeiras, que meu suor foi de calor, que minha sina foi de puro amor.. ou loucura? Nunca mais senti isso... esse amor de adolescente que entorna o copo de uma vez, que não espera o amanhã, que faz loucuras que ... até hoje sou escrava dessas insanidades.. tudo bem... loucos e médicos se entendem mesmo não é?!
Só sei que o amor pra mim tem que ser louco, tem que ser vivido internamente, ser aventurado, ser lembrado sempre. Não vivo mais isso... o mundo anda tosco para o amor, voltamos a idade patriarcal, onde os filhos se casam de acordo com os dotes que tem, para juntar os bens... Deve ser por isso, o amor não mais amor, é uma troca de valores, mas não de valores morais, são de valores monetários, de amores regulados, interesses familiares... e o mundo gira assim.. devagar, se perdendo... sem amor...


Passagem da vida







Não sinto mais o sabor das frutas do verão, tão ricas em cores de tão radiante estação. O sal que embriaga meu fel é mais tenro que pensei. O paladar de seus lábios ardentes não mais deliciam meu querer. A boca que tocava meus ombros em suaves desejos expandiu como o ar que mandei pra longe. Sou mesmo o resfriamento das ondas quentes do mar dessa costa, o dilúvio nas ondas das minhas palavras, o porvir da estrofe final do hino.
Ouvidos que sentiam o abranger dos ventos de outono que saciavam meu céu, hoje destronam sua voz viril ao som que ouço agora, distante como a infância que um dia tive, impenetrável como os timbres dos bem te vis que me consagravam, a regência mais sublime do tenor em noite de estréia, a passeata dos jovens que clamavam suas idéias,sussurros da meia noite que desarmavam minhas manhas em sons de colibri.
Asas que contemplavam a beleza da visão das noites nostálgicas de inverno.Alma  arrepiada pelos olhos de lince, que me atordoavam a mente ao ser lembrado. O brilho da estrela que imaculado me vertia em suspiros e saudade, a desconfiança que me era comedida pelas pálpebras de sua segurança. Somente as lágrimas em sangue escorrem pelo vulto do meu ser, pela vastidão do lago escuro das tempestades do meu adormecer.
Que almíscar penetrava meus sentidos em proposital arma de sedução. Minha garras em tua luz, iluminavam aquele longínquo e colorido ipê, desmistificada em lírios  perfumados, meu caminhar por entre o arvoredo da campana, oscilava meu favo em rosas de jardim, contemplava minha nascente, descendo pela margem demarcada por petúnias e begônias  doce alvo de meu alento, imóvel como a última flor da primavera, minhas pétalas se vão ao chão da corte real, pétalas sobrepostas são retiradas uma a uma, desnudo corpo onde meus espinhos salientes cravam hoje em sua nociva distração. Um amor, triste  e fantasiado que se foi, com a canção mais tórrida de mil declarações de amor.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Opostos que se necessitam



Nem sempre tudo é lindo ao olhos, porém são extremamente diferenciados para que juntem- se em um elo.
É como a  laranja, nunca os caroços serão uma delícia para serem comidos, tampouco a casca será macia de se descascar, dá trabalho para tirar, depois vem o bagaço. Mesmo com n obstáculos, o suco dessa fruta é maravilhoso de ser saboreado. Assim são as dificuldades.
Nem sempre será bom ter aquela conversa com uma pessoa que lhe é importante, seja a mãe, o marido ou o filho, as pessoas são complexas pois gostam de ser elogiadas ( sem bajulações), de serem entendidas, de serem importantes e acolhidas, mas tudo se transforma num imenso uga-uga quando as opiniões são divergentes e cada um quer vencer a discussão, a verdade nem sempre é a sua, se erra em não perceber seus erros ( ninguém admite o próprio erro a não ser que este seja irreparavelmente visível),aí vem ofensas, o amor se cala e dá lugar às cobranças, o que se fez de bom? "Se esqueceu". Somos naturalmente mal agradecidos com quem mais nos importamos... desde há milênios atrás... Se esqueceu?
Nem sempre se é solidário (na verdade nunca) quando a pessoa não precisa. Aliás, a solidariedade vem da dependência mútua entre os seres humanos, que só vai existir em meio a dificuldade de um e a sensibilidade do outro, sem milongas.
Já a justiça é bem mais complexa, pois são leis elaboradas pelo homem ( cujo o cérebro ainda não foi completamente desvendado), onde um sempre vai perder... o preso tem família, que não irá concordar com o veredicto independente do que ele tenha feito, o casal em separação irá apelar até que o juiz decida a pensão mais razoável, o cidadão estará sempre desprotegido, o trabalhador só ganha a causa de tiver muitas provas a favor, o pobre geralmente perde por obter menos recursos, a mulher estuprada nunca vai se sentir aliviada, enfim, há casos e casos e muitos casos e sempre haverá alguém insatisfeito.
A dor nos vem sempre de forma agressiva, ou solitária, ou sem saída de imediato. Somos a causa! Pois fazemos coisas, pensamos coisas, adquirimos coisas, deixamos de muitas coisas. A dor nos comove, mas sem ela, não saberíamos como é se levantar da queda, como é o amor à um filho, não saberíamos o poder da cicatrização, de saber que aquilo não era o melhor pra nós, e a força interior que nos faz ir além de nossas dores.
Erramos constantemente. Seja na escolha de um calçado ( que vai apertar, fazer calo posteriormente), seja na profissão, ou mesmo no namorado. Temos a sorte de errar! Sem o erro como seria não saber o que é um perdão? O maior salvador dos nossos pecados sabe bem disso, que com o erro, o perdão tem que ser sentido, limpar toda a mágoa referente àquela transgressão, porém poucos são os que perdoam de verdade, hoje as pessoas se desculpam por fatores em comum, perdoam somente por um amor muito grande.
Não existirá caminho perfeito! Não se entregue à ilusão de que aquele cara é o amor da sua vida e que vai morar num palácio, que ele nunca vai te trair, que seus filhos serão perfeitos, nunca te responderão, que sua sogra nunca vai falar mal de você, que a profissão que escolher será fácil, que fará uma mega clientela só pelo seu sobrenome e ninguém invejará tuas madeixas hidratadas... Pare! Onde anda a maturidade? Você não é uma Kate Middleton... Pessoas normais tem as dificuldades... Não ser aceito na faculdade, de não ter dinheiro no fim do mês, de o filho se machucar, da sogra nunca te fazer um elogio... a vida é assim. Aos trancos e barrancos forma- se a capacidade de unir essas pedras todas, de todas as falhas e incidentes, e construir seu Eu, que ninguém nunca tirará de você, pois tudo isso que lhe escrevi, você deverá enxergar com o coração.

Martha Medeiros


Pedra sobre pedra