sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sem convite para o amor


De volta ao meu mundo obscuro, onde as pessoas rodeiam, rodeiam, tonteiam de tanto que volteiam.
Sinto o gosto do desgosto que provoco em quem de mim se aproxima. Como um aroma magnífico de sabor horrendo, como belo sol que agride os poros, como eu que machuco você.
Caminho pela estrada que minha mente enxerga, sem saber se vai te fazer bem ou não, ali enterro meus passos, talvez volte, talvez siga, são minhas expectativas que estão na mesa, farei o que achar correto.
Falando com minha mente, discutindo sempre com o coração, seja lá o que ele for, não é meu amigo, pois corre por quem se vira, chora por quem despreza, aliena por um simples olhar. Fajuto amigo de toda farsa. Me distrai e me condena.
Incompleto destino, algo me falta. Assunto pendente parado num ponto qualquer da curva, não satisfaço coerência a quem quer que me peça. Entendo minha razão, sei a resposta e também decifro meu silêncio, acolho meu mau humor como um melhor amigo, somente ele me compreende.
Em meio às farpas fui atirada, pelo fogo consumida, onde as palavras me fizeram insensível, das ações fui sorvida. Tão compreensível a carência do mundo, tão enigmática a procura pelo amor, todos querem ser felizes, mas de forma que recebam mais do que doem, que sejam mais aconchegados do que aconchegam, que satisfaçam os prazeres da carne muito mais que os deleites da alma. 
Tão medíocre quanto patético está o ser humano, que rodeia, volteia e tonteia por andar em círculos, pedindo algo que ele mesmo não pode dar, sofrendo hoje o que fez ontem, rindo amanhã sendo que o dia nem acabou, criando muralhas ao redor de si para que só entre quem for VIP, onde o amor por ser tão simples, assiste triste na platéia por nunca ter sido convidado.




quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O amor e seus obstáculos



A visão nua e crua



Blog de jennybyjenny :a visão de uma alma nua e crua, A visão nua e crua
É tão real como o mundo é redondo e dá suas voltas em torno de si, são inúmeros amigos perdidos, amores ultrapassados, pessoas distantes, a conta de sinceridades e respostas em favor de nós mesmos, afinal de contas levamos nossos amores no coração, mas e eles, nos levam com eles?
Vamos ser sinceros, não precisamos ser estúpidos, mas também colocar nossas vidas a beira de um meio fio para agradar os outros também não dá. Há tantas formas, e as pessoas ainda tendem a se ver usando do outro, remasterizando suas vontades acima das expectativas do próximo, subindo escadas nas costas de quem deseja o seu bem, pra que isso? Isso é amizade, amor ou consideração?
Tenho que ver a frente das coisas neutralizando minha saliência  o que é um pouco complicado. Minha maneira de pensar e talvez me expressar seja assim: trato de forma que as pessoas se sintam a vontade, confiáveis de que sou alguém que lhes dão valor... o que acontece é que na altura que o tempo se faz instante, me sinto num buraco, onde me dão água quando querem e alimentam se dos meus dotes, sejam eles materiais ou espirituais, não importa, o que quero dizer aqui é que devemos dizer, basta quando nos acharmos na certeza, ou impor também nossa postura de certas opiniões, algumas não valem a pena, por exemplo, não vou discutir porque o amigo pediu a cerveja tal ou porque me fizeram alguma chacota, desde que a malícia d segundo não esteja sobreposto.
Como perdemos pessoas pelo simples fato de dizer um NÃO. Será que não aprenderam com a infância ..quantos "nãos"  recebemos, e nem todos foram pro nosso mal. Me disseram uma vez: ao dizer sim vemos muitos lados da pessoa, mãos , olhos , sorrisos e afins... ao primeiro não, estranhamos ao deparar com lados diferentes, passamos a visualizar partes não antes mostradas, os cabelos da nuca, os pés distantes, os olhos se desviam e por fim as costas de alguém que nunca pensaríamos perder...é amigos, a vida é assim.
O que pensamos tem que ser costumeiro aos ouvidos de quem convive conosco, o que não fazemos, deixando-os mal acostumados, cobrindo os olhos com um sorriso, e guardando nossas mágoas para nosso câncer  que vai alastrando em nosso cérebro de forma que quando nos damos conta, na maca de um hospital, ou num leito mortal de que muitos daqueles que ousamos não dizer um não, hoje NÃO estão lá.

Sombras da manifestação



Blog de jennybyjenny :a visão de uma alma nua e crua, Sombras da manifestação
Não sei se era o surto de uma queda, deveras
seu estado de espírito envolvente
ou suas mãos sedentas a  laçar feitiços
 cálice entorpecido de luas embebido
Táticas obsoletas de amores irrisórios
Extasiando minha frenética dos disparos inseridos
O sentido da angústia em ver, instantânea compulsão
ter me em teus braços, doce vida contemporânea
a conflitos insabidos de minha face libertei
porém a verdade dos meus guias me tomaram você das mãos
entre chapéus em ventos jogados
superou a singela satisfação
matizados pelo ódio, dor ou sombridão
Na deriva da minha mente, costeio novamente a ilusão,
dos amores que revirei, tempestuosos por mim mesma
sem qualquer iminente atenção
Pares da desunião que do selo de ti herdei
Saboreio mais uma bebida
da dor que eu mesma criei.

Se aprende...Se repassa



Blog de jennybyjenny :a visão de uma alma nua e crua, Se aprende...Se repassa
EDUCAÇÃO:  Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social; civilidade, delicadeza, polidez, cortesia.


"A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces."



"Aquele a quem a palavra não educar, também o pau não educará."


"O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele."


"Educação é aquilo que fica
depois que você esquece o
que a escola ensinou."


"Educação para a vida deveria incluir aulas de solidão."


"A cultura forma sábios; a educação, homens."


"Cérebros brilhantes também podem produzir grandes sofrimentos. É preciso educar os corações."

Ensaios do prazer



Uma onda de calor toma conta do meu corpo, o suor tenso dos dias arrebata adrenalina pulso afora. Que arritmia me toma por completo, ares, pele, o contato com as loucuras da obsessão desestabilizam meu ser. Os minutos passam lento, em cada haltere o sobrepor da vontade que caminha com o ego.

Assim  sua sombra me volteia lembranças de posse, és meu e nada mais. Na purificação da sua confissão me envolvo nos colchonetes da ansiedade. Braços que me revestem em proteção, firme, sensual. As linhas que delineiam a firmeza do seu parecer me põe louca em desejo. Ah como quero você!

Abaixo da linha do pudor, a continuação do seu olhar por entre a face da minha delicadeza, o fervor eloquente do ritmo que me move, concentração nas suas palavras, o sensor da pulsação, 200 batimentos, o sangue quase explode coração de lutador, me toma por completo nos instantes de prazer. Me dome louco traço dos sentidos!

Amante da arritmia, másculo em obra, polido feito escultura ilustrada. Serei o pouso da borboleta, que pelas peças da sua saudade perambula. Nos feitiços da música que me sonda, tua visão em meus sonhos, que a noite me passa no portão do meu almejo, não te possuo, doce pintura de minhas utopias. E na saga das noites ensaiadas te espero aqui, no clarão da minha vontade apaixonada.

Só quem Nele habita, entende.



Blog de jennybyjenny :a visão de uma alma nua e crua, Só quem Nele habita, entende.
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos,e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece.
Não se porta inconvenientemente, não busca os  próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal.

Não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.


O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecera.

Porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.

Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor."


coríntios 13

Eco interior


Blog de jennybyjenny :a visão de uma alma nua e crua, Eco interior
Quero mesmo que o tempo passe,
que as folhas da palmeira caiam, que os sinos apontem
para os minutos do meu sono continuo
Onde foi parar o relógio do meu bolso?
Nas curvas do dia dia, atropelam sacis
povinho tão covil, deliram nesse monstro corvo
não informam o ponteiro para mim!
Qual questão está na pauta dos teus medalhões?
Alusão nas peças do xadrez, voa longe colibri
traz de volta a paz do seu instante,
aquela que por fim esqueci
meu espírito encharcado de dúvidas afins
notório nas rugas constantes em meu folhetim.
O pouso do ar em meus pulmões,
onde movo os olhos atentos,
desesperados pela ira
não para o momento da alegria
vão ao espaço da voz enlouquecida
pelos planos que não traçei,
pelo escuro que desejei,
pelo amor que nunca terei,
                                  sufoca garganta dolorida 
                        pelo choro da lembrança que ali deixei.


Coração de pedra


Essas lágrimas que vem lavar meu rosto, essas lembranças que vem perturbar meu sono
os momentos que retrocedem incessantes chamam sua presença.
Não quero voltar o passado, não quero ter-te em minha mente, quero esquecer
toda cor que você colocou no meu mundo em preto e branco, não sou capaz.
Sinto teu corpo sobre o meu, seu carinho em cada suspiro, sua boca em cada gosto, 
martirizam essa existência tão vulnerável que se negava ao amor, agora sofre com a ausência.
Tudo o que disse, toda minha verdade era mesmo verdade... Os medos que te confessei,
os sorrisos que te dei, era minha alma te agradecendo por estar comigo.
Pura arte da vida, mostrou-me o mel e logo me tirou o pote, somente o passado restou.
Por que o amor é nada para quem finge amar? Enquanto quem ama faz planos, quem ama perdoa
quem ama aposta no escuro. Fingiste amar como um ator que improvisa, um doce pássaro que enfeita minhas manhãs com seu canto, não vi o fim da peça.. Fui o fim dela. Não ouvi mais o pássaro, ele escapou com o vento, não te sinto mais na minha vida.
Queria não ter vivido tão intensamente, nem ter fechado os olhos para a realidade, para o insano, o arco-íris é belíssimo, mas não pode ser tocado, vem e vai sem precisão... Você é esse arco-íris, veio em meio a tempestade de solidão, coloriu meus olhos e foi, me deixando novamente com a neblina, e agora com meus olhos marejados sem previsão de fim.
Sempre acreditei que ato valem mais do que palavras... pena que ouvi as palavras e me ceguei ao teus atos.
Me lembro como se fosse hoje. Paixão que tentei reprimir, segurei em todas as cordas e acabei por me enforcar nelas. Desconfiei dos passos, das conversas, dos sorrisos, me armei em fogo. Mas o inimigo foi mais esperto, venceu pela paciência, caminhou em silêncio, minou todo o campo, descobriu meus segredos, me cobriu nos meus medos. Caí na armadilha. Não consigo sair dessa masmorra. O tempo passa, me distraio, logo o coração bandido martela novamente o que quero esquecer.
Que saudade é essa que dói feito ferrão. Arde como álcool em machucado, tão fundo como o oceano. Não estava nos meus planos te encontrar, nem tão pouco te encaixar na minha vida assim sem razão. Preciso sentir o amor que me dão, doação de alguém, aquele que não amo, que finjo amar. Um sentimento que gostaria de acolher, de retribuir, de sorrir de verdade, abraçar com paixão, viver intensamente. Meu coração está empedrado. Repele qualquer surpresa, reage com uma lança à quem só quer me ver bem. Não confio mais no meu coração. Não contemplo mais a Lua. Não quero mais a idolatria da paixão nem tão pouco a indecência com que o amor nos despe. Prefiro a solidão da minha luta, a veracidade dos meus passos, a realidade da minha razão.
Mas a saudade que plantaram, ainda estará por aqui, escondidinha por trás de cada lágrima.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Assim que sou





Por que é mais fácil largar do que terminar? Deixar as cartas do baralho de lado não te fazem melhor jogador, te faz combatente rendido. Nesse convívio onde as pessoas desistem, o que persiste hoje é dilacerado pelas línguas de quem não tem coragem de persistir. Não se enxergam mais os traçados de luta, só vêem o sangue ao chão, a vitória é manchada, sem valor ao olhos desleixados dos amantes da inveja.
Sou egoísta, quero tudo do meu jeito. Não nego meus defeitos, mas tenho argumentos que os justificam... Egoísta em querer as pessoas pra mim, possessiva para dividir a atenção de quem amo, quero que minha verdade seja entendida, que seja respeitada. Já me disseram que vejo o lado ruim de tudo, que sinto ódio em tudo, que não sei ver o sorriso que o sol me dá... Tem razão! O que seria do azul se todos gostassem do amarelo? 
Como seria a vida caminhando à pé às três da madrugada pelo centro de São Paulo sem preocupações? Ou passar de carro e parar no semáforo da faixa de gaza, que fica em Bonsucesso,Rio de Janeiro, sem o pavor de ser assaltado ou morto... não adianta! O inocente já é ovelha sendo como é... Eu faço essa parte... Atenta ao lado ruim das coisas, das oportunidades, das pessoas, de mim mesma... Não mascaro as intenções... acredite quem quiser abrir os olhos. Na maioria das vezes é melhor fechar pra não ver o tamanho do problema, pra não sofrer, pra continuar a viver, pra sorrir.
Poucos conseguem ver o que há dentro da concha, ela nem se importa poi Deus a fez assim... misteriosa por fora, delicada e rara por dentro. É assim que sou... Pra quem tem persistência.







terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Fim de tarde



Blog de jennybyjenny :a visão de uma alma nua e crua, Fim de tarde
Quero contar essa história... De amor ... De dor... Não se sabe. Vive-se na espreita, conforme os olhos tímidos de uma criança arteira. O reverencio em cada projeto, em cada ordem, na face rubra que o sol encandeia. Teu amanhecer em meus olhos de gaivota, no alto dos meus sentidos, fixo somente uma imagem, aquela que me tortura os segundos de lembrança, daquela tarde que entrou em minha vida.
O corpo estremecido em canção, os batimentos visíveis da paixão que não mais me deixou à deriva, palpitações de curiosidade e ansiedade dos olhares, encontro casual. Não pensava em nada, passava por ali, na dificuldade dos dias ociosos de amor, ante o pedido de dias quentes do verão que assolava, a brisa do mar que alegrava o passeio dos casais, sentei me diante das ondas, a contemplar. E por falar nisso, dos rapazes que jogavam bola, nem reparei que o tempo passava. Olhava pra tudo ao passo que a mente vazia pela falta de preocupação. Descanso merecido.
Que acaso! Levei com as mãos mas era tarde, a bola havia me acertado, parece que para acordar. Meio tonta com o rosto abaixado, a voz que emaranhou a razão. Fitei meio envergonhada, o semblante preocupado que te assolava.O mundo parou. O conhecia. Não naquele momento, não naquela praia, em alguma vida passada, o coração havia reconhecido.
O dia foi embora.Os meninos se despediram, não queríamos que houvesse um adeus. A magia consistiu em passar todos aqueles minuciosos detalhes que embriagava o instante. Lentos passos em sintonia, onde não só a fala era atenta, desbravamos o mapa da personagem que a frente se posicionava, despimos a face do palhaço tempo que a nós tentou enganar, elevamos as almas na conjunção das estrelas, na onda que selou nosso beijo, na areia que consagrou nosso caminhar, nas marcas que ficaram cravados no coração, no minuto que os olhos somente se olharam, sem questionamento.
Porém o inverso da felicidade suprema, foi a distância que esse enlace separou. O carinho de um beijo ao vento, do ultimo e profundo olhar, foi o adeus que não nos deu trégua, a lágrima que nem se esforçou para nossa visão embaçar, o pensamento que nos carregou novamente a cupula da saudade, da razão, da chaga da rotina,do desamor, da solidão. Tenho como se fosse hoje, a cicatriz de um amor de verão.

Divagante



A voz da sombra que me penetra
o vapor da duvida me sustenta
Alieno idéias de solidão,
Oscilo em fatos de afimação
Seu olhar está distante...
Nas nuvens negras do amor bandido
paira nos sentidos o longínquo mar extinto

Pretendia ser o sopro desse suspiro
para aliviar essa dividida  saliência
Decifrar no incenso confuso do teu gemido
Lua intocada do brilho dos teus olhos
que miram sem o alvo encontrar
está perdido nesses esdrúxulos grânulos
Nas dunas tristes  desse pensamento recíproco

Eis que minha visão está imóvel
observa enervado cálice do ciúme
traceja atos rastejantes
cobras negras preocupantes
linha sinuosa rumo ao bote do meu sentimento
Envenena minhas preces agradecidas de um dia de amor
das dores sofridas de instantes dizimados
lascívia dos anjos lavados em martírio
suposto dissolver vitima dos seus trejeitos
na profundidade tórrida do dissabor
Quero sonhar, dali me retirar, extorquir do centro
o mouro que gladia meu unguento
parolear em trovas e dialetos
do trilho assombrado me afastar
Desvencilhar desse corpo fúnebre
que apunhalou meu contento
Pela dúvida que me corrói o peito
Dissipo meu delírio ao arrepio do vento
Que destrona minha coroa e realejo
Retorna ao corredor do sofrimento
A fim de mais uma noite me deleitar ao lamento

SONHO DE PAZ



Blog de jennybyjenny :a visão de uma alma nua e crua, SONHO DE PAZ
Essa noite eu te vi, claro como a luz pura do amanhecer.
Frágil como um cristal, tão belo como o ramo de arvore a florescer.
Estive a olhar te, meu caro anjo,
Não lembrava de sua estada,
 uma visita que deixaram marcas profundas, em minha alma.
Desviei o pensamento das loucuras desses erros,
O pálido habitante de minha escuridão, escondi na toca do passado,
jamais se esquece do tempo que era bom, ser cordial,
Prazer banal ou caminho fatal. Esse era o plano?
Se soubesse teria ido contempla-lo, meu belo por do sol,
que na sua imagem hoje recostei.
Nessa manhã  te admirei, com a força do pensamento,
Corri atras, achei a toca e de lá te tirei,
favo do perdão, que tão singelo me acolheu em seu abraço,
seus olhos, seu sorriso, seu semblante.
Como te peço! Volte a fazer lágrimas em reu rosto escorrer,
para que saiba que meu coração você aconchegará novamente,
e da foice desse tormento me livrará, doce asas da saudade.

Grito do inconsciente



Estou ofegante, a pressão que afeta demonstra o cansaço dos meus pés. O alicerce que me sustenta, estremece. Somos a razão de nossos problemas, salientamos obstáculos e calçamos nossos ideias em vulcões sem precisão.
O que houve com as crianças esperançosas que de nós se faziam glórias por um simples cadarço amarrado? vitória pelo abecedário concluído nas linhas dos cadernos novos, o alcance da bolacha no armário fosse qual fosse o empecilho.Delas ficou na memória o quanto era divino ser infantil, ser sincero na resposta e ter como retorno sorrisos carinhosos, da arte mais arteiras arrancarmos os risos de quem na poltrona cochilava.
O dia dia me corrompeu, o calor que me envolve é de ansiedade, são os erros imperdoáveis de um documento não assinado, uma ligação que nos toma a paciência e nos força um agradecimento, é o confuso tempo que nos obriga a estarmos no mesmo lugar todos os dias sem a menor intenção de viver pela liberdade de ser, a inconstância do clima que te faz esbaldar contra a correria do relógio, o que me faz respaldo desse momento dramático.
Ao contrário me livro dessa ordem num minuto de pensamento, ainda só meu, onde nada pode impedir de sentir, de querer, de sonhar, de desejar, pois não foi regrado o interior mais sublime da essência, aquele em que o repouso se faz necessário na forma tenra de pureza. Fora o que o fora o que se almeja, o ilimitado poder da mente, individualiza meu choro, meu esboço de ali esvair, como o ar que entra pelos pulmões sufocado e alastra no ambiente um suspiro aliviado.
Sem querer nos tornamos a boiada de um fazendeiro, o palhaço do circo que um dia sorriu com vontade, hoje ratos direcionados ao mesmo queijo, percorrendo caminhos extensos e sem auto consentimento, pois a impulsão de nossas metas verte em estarmos onde não queremos, olhar pra quem nos aflige, somos cães indefesos, abusando de nossos corpos a fim de obter o reconhecimento que não vem, seja ele qual for, onde o mar dos tubarões engolem pequenos cardumes de ideais, intimidando com sua arrogância e despreparo social, o simples ato de respeitar os limites de quem a mente é assolada pelo solavanco da repetição, pela lei com reclusão, pela paz em extinção. Agora vou embora, fim do folego... Me esqueça.

Triste arte da alma



Blog de jennybyjenny :a visão de uma alma nua e crua, Triste arte da alma
Esquecido pierrô dos contos de minha infância,
vem ser a honra do sorriso puro
o sentido da vida de um tolo


Desespera seus passos sem concordância
Sente- se meu caro rei das anedotas
Aplauda seu próprio show
Satisfaça essa curiosidade de ser um de deles
Que chora nas noites sem chacotas


Ao lado das cores e fantasias em saltimbancos
os seus olhos nâo me enganam, longe e sem vida
sua face é forçada, lágrima em rimas declamada
Sois  ares de uma alma despida,  pelo povo assistida


O engano, no palco pinta-se em bordas de entusiasmo
supre as necessidades do sonhar em cores indolores
extasiada platéia suprem a bondade dos seus atos
o amor inventado, calejado pela dor  em mal estar


Satirizando esse colossal martírio investido
essa máscara dividida em ti refletida
mancha no peito desse amargurado palhaço
a compaixão de um amor repartido, fabulado


Deve-se apenas neste palco representar
e sua vida em sumo resguardar
Pelos adornos que este amor lhe deixou
Essa marca que no seu rosto, sem piedade timbrou.

Gotas de consideração



Blog de jennybyjenny :a visão de uma alma nua e crua, Gotas de consideração
Não paro de pensar, algo em mim sufoca, não distingue o enunciado.
Somos areia em fardos, fardos que se doam, fados que voam,
Por séculos o distúrbio é assim... Enfadonho e perambulante,
Nesse mar incessante de ardores sem fim.
O que cala uma mente que serpenteia, nos arredores da loucura proclamada,
são as encostas do rios que a detém?
não será essa entrave que cai rosto abaixo, somente aquelas dores intocáveis,
irremediáveis do consulente que a si não se contém?
Quando estaremos prontos para olhar essa linha tão abrangente,
entre a morte e a semente, que sem divisórias se consagrou.
Desse relutar dentro de mim que apaga, cada vez mais a sombra do retrato,
que devora todo semblante de clareza, que dentre a escuridão reluzia.
Está tomando conta de mim, cortando meus pulsos vagarosamente,
 o sorriso empossou com as gotas dessa chuva que me molhou,
dos ventos tão leves que meu som não propagou,
o que incide sobre esses pensamentos tão empedrados de sofrimento
que nem a imaginação relevou.
Não paro de pensar, que meu esboço desfaleceu.
Ei!! Numa gruta estão seus sonhos? 
Tire-os de lá e me deixe caminhar!
O que te basta se não o meu esforçar. 
Quero te ver falar, sem esbravejar,
 sua maquiagem no copo da mentira repousar.
Seja o que há de mais falso, não pode ser tão maléfico assim,
Nada nesse dia é preparado, como rostos esculpidos
Ou  um pequeno enfeite no cocar. Seu estado enfatiza o abandonar, 
Não me põe a abortar todo esse resgate que teimo em te vislumblar.
Nossa! Como está calmo aqui! 
Até minha imagem no espelho agora vejo,
Na paisagem dos meus olhos tão cheios de emoção,
Tu me vês como vilão, da tua vida sem precisão, mas...
Espera aí... Serei eu a curva dos teus caminhos? 
Vá! Te deixo passar, endireito ela pra te ver prosseguir,
Só não delire nessas pedras que de pouquinho trepidou esse porvir.
Não pretendo estacionar os teus desejos, somente espero o respeito,
Que tu um dia ousou em ignorar.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Pensamentos ao vento



Como pode ser tão ambíguo... Chega a ser místico... Estar no inferno e no céu em uma só alma, ter a explosão numa terra tão pouco habitada, de um ser terno e agitado, situar essas águas que desaguam pela boca direcionando toda euforia dos dias escravizados para somente bendizer conselhos a quem nos faz sofrer.
É, coroamos aqueles que nos estatizam, os que perjuram em falsidade, o espirito de amor glorioso que perdoa sem perceber, que desatina nesse mar de certezas de ser o que se plantou, não estagnar a face da inveja que nos rodeia por ingratidão, sufocando o veneno que nos é atingido pelo antídoto da contemplação da fé.
Paira nessas lamúrias, o bom censo que se esconde, quando do ar a necessidade do dia dia se faz ultraje, das maneiras que se esforçam para tão visível se comportar, nada será acatado se dos olhos uma gota de redenção não for extraída e do coração a agitação do ódio contida. Porque de tantas e tantas aberrações retratadas, o que nos fala em verdade é a alma, do acaso, do abraço, do santificado.
Passeios em jardins tão massacrados, pelo peito sufocado, de amores desalinhados, entretanto estarei de acordo com voce se me mostrar um pouco, um segundo de concentração, não apenas ao meu protesto não, esteja sedento de gratidão, pelo limite que sua guia não deu, pelos cipós ajeitados em meio ao grande banhado, o lado do disco virado, em tudo que for lembrado. Da tristeza que tens passado, por tua chama que debilitaram, pelos planos tencionados, estrado bifurcado.
Não se sabe ao certo, se o choro leva ao riso, pois não se atenta a dor rudimentar ao calor do triunfo, pois poucos enxergam o contexto da continuidade  com a trava nos olhos. Então caminho nessa estrada a mim ofertada, para que dessas pedras que me estalam nos pés, eu possa extrair o sumo do diamante maior.

Único Ser



Blog de jennybyjenny :a visão de uma alma nua e crua, Único Ser
No vale dos sentimentos um lago  de incertezas
não se sabe o que há de novo,
pois pouco se sabe sobre seu interior
desvendo os olhares da forma mais natural


As águas estão turvas nesse instante
me oponho em ler sua realidade
pois está próximo de minhas mãos
ao mesmo que longe do coração


Ensina meu anoitecer a linha dos teus martírios
quero caminhar por esse campo sem flor
facilitar meus anseios de sentir o que não entendo
aliar doce carinho à pulsação que devasta minhas veias


O que falo, pensei pra te contar
pois esse caminho é  singular
entrelaço minhas angústias ao teu clamor
surpreendo sua opinião pois minha incógnita é amor


Velejo pela brisa do desconhecido
agraciando essa face que tanto me faz refletir
ao mesmo que me envolve em larga espera
De penetrar no propósito da imaginação 



Saciar me na unidade da ocasião 
de sentir como você, acalenta me espírito
do tremor que nos assola, te  desvendar
me completar, nos concluir.