Uma onda de calor toma conta do meu corpo, o suor tenso dos dias arrebata adrenalina pulso afora. Que arritmia me toma por completo, ares, pele, o contato com as loucuras da obsessão desestabilizam meu ser. Os minutos passam lento, em cada haltere o sobrepor da vontade que caminha com o ego.
Assim sua sombra me volteia lembranças de posse, és meu e nada mais. Na purificação da sua confissão me envolvo nos colchonetes da ansiedade. Braços que me revestem em proteção, firme, sensual. As linhas que delineiam a firmeza do seu parecer me põe louca em desejo. Ah como quero você!
Abaixo da linha do pudor, a continuação do seu olhar por entre a face da minha delicadeza, o fervor eloquente do ritmo que me move, concentração nas suas palavras, o sensor da pulsação, 200 batimentos, o sangue quase explode coração de lutador, me toma por completo nos instantes de prazer. Me dome louco traço dos sentidos!
Amante da arritmia, másculo em obra, polido feito escultura ilustrada. Serei o pouso da borboleta, que pelas peças da sua saudade perambula. Nos feitiços da música que me sonda, tua visão em meus sonhos, que a noite me passa no portão do meu almejo, não te possuo, doce pintura de minhas utopias. E na saga das noites ensaiadas te espero aqui, no clarão da minha vontade apaixonada.
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