Por teu olhar me senti envolvida, presa nessa teia tão bem tecida ,
selou a procura densa pelo amor, que sublime orgasmo minha razão cessou
mas destes olhos me detenho, procuro razões para abraçar esse medo
e uma verdade me dominar, Somente a indiferença desse sujeito a definhar
Em sumo sou ar de tua respiração, sem Intenção,
resgata o passado em uma revelação
Atodoa-me dissimulação, peito queima, explode em hesito
Ouço vozes, enfermidade de minha consciência, que ao lado chia doença
Caçar mares em rios, procurar flores no frio, de olhar meu intimo vazio
Não quero essa dor de amor, tenho dúvidas em extremo teor
Nesse embate o punho fraquejar, a voz não soar, sentir a fortaleza murchar
tira de mim esse tormento embebido de falhas do meu interior maltratado
pelas ambíguas manchas do passado, que timbrou na coragem o amargo
de não crer no ser amado, duvidar em confidências, resguardo
Pára de enervar minha mente, sofrimento insolente
Não ves que me mata aos poucos, ver me fardado de louco
travar essa batalha, cravar na confiança uma estaca,
sufocando o ar de minha identidade , espalhando nos poros a maldade
Penduro me na corda que me resta, a esperança no cume dessa guerra
que em nada será extinta, se a todos não for proferida,
e a confissão desses receios
na fronteira da lágrima for eternamente estanquida.
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