É tão real como o mundo é redondo e dá suas voltas em torno de si, são inúmeros amigos perdidos, amores ultrapassados, pessoas distantes, a conta de sinceridades e respostas em favor de nós mesmos, afinal de contas levamos nossos amores no coração, mas e eles, nos levam com eles?
Vamos ser sinceros, não precisamos ser estúpidos, mas também colocar nossas vidas a beira de um meio fio para agradar os outros também não dá. Há tantas formas, e as pessoas ainda tendem a se ver usando do outro, remasterizando suas vontades acima das expectativas do próximo, subindo escadas nas costas de quem deseja o seu bem, pra que isso? Isso é amizade, amor ou consideração?
Tenho que ver a frente das coisas neutralizando minha saliência o que é um pouco complicado. Minha maneira de pensar e talvez me expressar seja assim: trato de forma que as pessoas se sintam a vontade, confiáveis de que sou alguém que lhes dão valor... o que acontece é que na altura que o tempo se faz instante, me sinto num buraco, onde me dão água quando querem e alimentam se dos meus dotes, sejam eles materiais ou espirituais, não importa, o que quero dizer aqui é que devemos dizer, basta quando nos acharmos na certeza, ou impor também nossa postura de certas opiniões, algumas não valem a pena, por exemplo, não vou discutir porque o amigo pediu a cerveja tal ou porque me fizeram alguma chacota, desde que a malícia d segundo não esteja sobreposto.
Como perdemos pessoas pelo simples fato de dizer um NÃO. Será que não aprenderam com a infância ..quantos "nãos" já recebemos, e nem todos foram pro nosso mal. Me disseram uma vez: ao dizer sim vemos muitos lados da pessoa, mãos , olhos , sorrisos e afins... ao primeiro não, estranhamos ao deparar com lados diferentes, passamos a visualizar partes não antes mostradas, os cabelos da nuca, os pés distantes, os olhos se desviam e por fim as costas de alguém que nunca pensaríamos perder...é amigos, a vida é assim.
O que pensamos tem que ser costumeiro aos ouvidos de quem convive conosco, o que não fazemos, deixando-os mal acostumados, cobrindo os olhos com um sorriso, e guardando nossas mágoas para nosso câncer que vai alastrando em nosso cérebro de forma que quando nos damos conta, na maca de um hospital, ou num leito mortal de que muitos daqueles que ousamos não dizer um não, hoje NÃO estão lá.
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