De volta ao meu mundo obscuro, onde as pessoas rodeiam, rodeiam, tonteiam de tanto que volteiam.
Sinto o gosto do desgosto que provoco em quem de mim se aproxima. Como um aroma magnífico de sabor horrendo, como belo sol que agride os poros, como eu que machuco você.
Caminho pela estrada que minha mente enxerga, sem saber se vai te fazer bem ou não, ali enterro meus passos, talvez volte, talvez siga, são minhas expectativas que estão na mesa, farei o que achar correto.
Falando com minha mente, discutindo sempre com o coração, seja lá o que ele for, não é meu amigo, pois corre por quem se vira, chora por quem despreza, aliena por um simples olhar. Fajuto amigo de toda farsa. Me distrai e me condena.
Incompleto destino, algo me falta. Assunto pendente parado num ponto qualquer da curva, não satisfaço coerência a quem quer que me peça. Entendo minha razão, sei a resposta e também decifro meu silêncio, acolho meu mau humor como um melhor amigo, somente ele me compreende.
Em meio às farpas fui atirada, pelo fogo consumida, onde as palavras me fizeram insensível, das ações fui sorvida. Tão compreensível a carência do mundo, tão enigmática a procura pelo amor, todos querem ser felizes, mas de forma que recebam mais do que doem, que sejam mais aconchegados do que aconchegam, que satisfaçam os prazeres da carne muito mais que os deleites da alma.
Tão medíocre quanto patético está o ser humano, que rodeia, volteia e tonteia por andar em círculos, pedindo algo que ele mesmo não pode dar, sofrendo hoje o que fez ontem, rindo amanhã sendo que o dia nem acabou, criando muralhas ao redor de si para que só entre quem for VIP, onde o amor por ser tão simples, assiste triste na platéia por nunca ter sido convidado.

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