Estou ofegante, a pressão que afeta demonstra o cansaço dos meus pés. O alicerce que me sustenta, estremece. Somos a razão de nossos problemas, salientamos obstáculos e calçamos nossos ideias em vulcões sem precisão.
O que houve com as crianças esperançosas que de nós se faziam glórias por um simples cadarço amarrado? vitória pelo abecedário concluído nas linhas dos cadernos novos, o alcance da bolacha no armário fosse qual fosse o empecilho.Delas ficou na memória o quanto era divino ser infantil, ser sincero na resposta e ter como retorno sorrisos carinhosos, da arte mais arteiras arrancarmos os risos de quem na poltrona cochilava.
O dia dia me corrompeu, o calor que me envolve é de ansiedade, são os erros imperdoáveis de um documento não assinado, uma ligação que nos toma a paciência e nos força um agradecimento, é o confuso tempo que nos obriga a estarmos no mesmo lugar todos os dias sem a menor intenção de viver pela liberdade de ser, a inconstância do clima que te faz esbaldar contra a correria do relógio, o que me faz respaldo desse momento dramático.
Ao contrário me livro dessa ordem num minuto de pensamento, ainda só meu, onde nada pode impedir de sentir, de querer, de sonhar, de desejar, pois não foi regrado o interior mais sublime da essência, aquele em que o repouso se faz necessário na forma tenra de pureza. Fora o que o fora o que se almeja, o ilimitado poder da mente, individualiza meu choro, meu esboço de ali esvair, como o ar que entra pelos pulmões sufocado e alastra no ambiente um suspiro aliviado.
Sem querer nos tornamos a boiada de um fazendeiro, o palhaço do circo que um dia sorriu com vontade, hoje ratos direcionados ao mesmo queijo, percorrendo caminhos extensos e sem auto consentimento, pois a impulsão de nossas metas verte em estarmos onde não queremos, olhar pra quem nos aflige, somos cães indefesos, abusando de nossos corpos a fim de obter o reconhecimento que não vem, seja ele qual for, onde o mar dos tubarões engolem pequenos cardumes de ideais, intimidando com sua arrogância e despreparo social, o simples ato de respeitar os limites de quem a mente é assolada pelo solavanco da repetição, pela lei com reclusão, pela paz em extinção. Agora vou embora, fim do folego... Me esqueça.
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