Quero mesmo que o tempo passe,
que as folhas da palmeira caiam, que os sinos apontem
para os minutos do meu sono continuo
Onde foi parar o relógio do meu bolso?
Nas curvas do dia dia, atropelam sacis
povinho tão covil, deliram nesse monstro corvo
não informam o ponteiro para mim!
Qual questão está na pauta dos teus medalhões?
Alusão nas peças do xadrez, voa longe colibri
traz de volta a paz do seu instante,
aquela que por fim esqueci
meu espírito encharcado de dúvidas afins
notório nas rugas constantes em meu folhetim.
O pouso do ar em meus pulmões,
onde movo os olhos atentos,
desesperados pela ira
não para o momento da alegria
vão ao espaço da voz enlouquecida
pelos planos que não traçei,
pelo escuro que desejei,
pelo amor que nunca terei,
sufoca garganta dolorida
pelo choro da lembrança que ali deixei.
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