terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Divagante



A voz da sombra que me penetra
o vapor da duvida me sustenta
Alieno idéias de solidão,
Oscilo em fatos de afimação
Seu olhar está distante...
Nas nuvens negras do amor bandido
paira nos sentidos o longínquo mar extinto

Pretendia ser o sopro desse suspiro
para aliviar essa dividida  saliência
Decifrar no incenso confuso do teu gemido
Lua intocada do brilho dos teus olhos
que miram sem o alvo encontrar
está perdido nesses esdrúxulos grânulos
Nas dunas tristes  desse pensamento recíproco

Eis que minha visão está imóvel
observa enervado cálice do ciúme
traceja atos rastejantes
cobras negras preocupantes
linha sinuosa rumo ao bote do meu sentimento
Envenena minhas preces agradecidas de um dia de amor
das dores sofridas de instantes dizimados
lascívia dos anjos lavados em martírio
suposto dissolver vitima dos seus trejeitos
na profundidade tórrida do dissabor
Quero sonhar, dali me retirar, extorquir do centro
o mouro que gladia meu unguento
parolear em trovas e dialetos
do trilho assombrado me afastar
Desvencilhar desse corpo fúnebre
que apunhalou meu contento
Pela dúvida que me corrói o peito
Dissipo meu delírio ao arrepio do vento
Que destrona minha coroa e realejo
Retorna ao corredor do sofrimento
A fim de mais uma noite me deleitar ao lamento

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