terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Agouro de uma alma viva

 


Me corrói por dentro  degladiar com esses olhos de cobiça

Em seu leito repleto de almas suburbanas em cifras

Penalizada sua sentença diante de gozo premeditado

Toda ira se rebela contra os anjos que a ti guia

Presa nesse contexto fúnebre,

absolve o peso dos teus ombros

na cruz que a mim foi medida,  desdém em todo queixume

Me  liberte sufoco de desamor, pálpebra que ja se fechou

esqueceu de tuas dores levar, me denigre e vem quebrantar

Das tristes estradas da tua vida,

agora jaz em uma escolhida

Sobrepõe o veneno de tua fala, a minha história encantada

Pensa que teu fel irá me atar, 

no suborno dos teus demonios a rogar

Lanço a voce toda magia,

dentre todas as almas ressurgidas

desse mar de lamentação, sou teu anjo, teu perdão

Enquanto esperas minha queda,

subo ao monte e de lá te vejo

Encolhida, sofrendo os raios do teu próprio desejo

Maneiras diferentes de amar, a minha de te proteger,

 tua ferida interna curar,  verdades que a em tua prece

não vejo exaltar, momento esse só me vem a escaldar

essa fera que nunca será enjaulada,

pois deveras, és por Deus serpente tentada à espada

Tenho pena dos teus dias, tristes, solitários, célebre ruína

que tua mão mesmo plantou, desse ódio que de mim voce germinou.

Melancólico fato que ao vento relato,

pois meu peito está em pedaços

pela flor esmorecida, que aguei depois de crescida,

já não mais respira

pois tuas pétalas estão condenadas,

a sofrer pela inveja a mim apontada

Não quero mais te ver, enquanto seu rancor me devora,

aos poucos me faz morrer,dessa mágoa que em mim ficou, 

será vitória outrora, porém não se despirá ao amanhecer.



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