terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Fim de tarde



Blog de jennybyjenny :a visão de uma alma nua e crua, Fim de tarde
Quero contar essa história... De amor ... De dor... Não se sabe. Vive-se na espreita, conforme os olhos tímidos de uma criança arteira. O reverencio em cada projeto, em cada ordem, na face rubra que o sol encandeia. Teu amanhecer em meus olhos de gaivota, no alto dos meus sentidos, fixo somente uma imagem, aquela que me tortura os segundos de lembrança, daquela tarde que entrou em minha vida.
O corpo estremecido em canção, os batimentos visíveis da paixão que não mais me deixou à deriva, palpitações de curiosidade e ansiedade dos olhares, encontro casual. Não pensava em nada, passava por ali, na dificuldade dos dias ociosos de amor, ante o pedido de dias quentes do verão que assolava, a brisa do mar que alegrava o passeio dos casais, sentei me diante das ondas, a contemplar. E por falar nisso, dos rapazes que jogavam bola, nem reparei que o tempo passava. Olhava pra tudo ao passo que a mente vazia pela falta de preocupação. Descanso merecido.
Que acaso! Levei com as mãos mas era tarde, a bola havia me acertado, parece que para acordar. Meio tonta com o rosto abaixado, a voz que emaranhou a razão. Fitei meio envergonhada, o semblante preocupado que te assolava.O mundo parou. O conhecia. Não naquele momento, não naquela praia, em alguma vida passada, o coração havia reconhecido.
O dia foi embora.Os meninos se despediram, não queríamos que houvesse um adeus. A magia consistiu em passar todos aqueles minuciosos detalhes que embriagava o instante. Lentos passos em sintonia, onde não só a fala era atenta, desbravamos o mapa da personagem que a frente se posicionava, despimos a face do palhaço tempo que a nós tentou enganar, elevamos as almas na conjunção das estrelas, na onda que selou nosso beijo, na areia que consagrou nosso caminhar, nas marcas que ficaram cravados no coração, no minuto que os olhos somente se olharam, sem questionamento.
Porém o inverso da felicidade suprema, foi a distância que esse enlace separou. O carinho de um beijo ao vento, do ultimo e profundo olhar, foi o adeus que não nos deu trégua, a lágrima que nem se esforçou para nossa visão embaçar, o pensamento que nos carregou novamente a cupula da saudade, da razão, da chaga da rotina,do desamor, da solidão. Tenho como se fosse hoje, a cicatriz de um amor de verão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário