Esquecido pierrô dos contos de minha infância,
vem ser a honra do sorriso puro
o sentido da vida de um tolo
Desespera seus passos sem concordância
Sente- se meu caro rei das anedotas
Aplauda seu próprio show
Satisfaça essa curiosidade de ser um de deles
Que chora nas noites sem chacotas
Ao lado das cores e fantasias em saltimbancos
os seus olhos nâo me enganam, longe e sem vida
sua face é forçada, lágrima em rimas declamada
Sois ares de uma alma despida, pelo povo assistida
O engano, no palco pinta-se em bordas de entusiasmo
supre as necessidades do sonhar em cores indolores
extasiada platéia suprem a bondade dos seus atos
o amor inventado, calejado pela dor em mal estar
Satirizando esse colossal martírio investido
essa máscara dividida em ti refletida
mancha no peito desse amargurado palhaço
a compaixão de um amor repartido, fabulado
Deve-se apenas neste palco representar
e sua vida em sumo resguardar
Pelos adornos que este amor lhe deixou
Essa marca que no seu rosto, sem piedade timbrou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário