terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Cartas da Angústia

                          
Na jogatina dos dias
 Que sucedem meu compasso,
As vezes até me embaraço
Com as piscadelas do teu olhar,
 Trocadilho a mostrar
O que deveria no lance lograr


Penso estarmos em sintonia
Com as fases dessa rotina
 Dessa mania de adivinhar
O que um e outro vêm brindar,
 Blefam sem autoria
Coleções de ases em parceria


Parece brinquedo dos deuses
Feito marionetes em massetes,
Deduzindo a linha dada
Modificando a cartada
Naipe pronto a me escudar,
Sua mente sorri a falsetear.


Minha noite perdura
Em rodeios no colchão,
 Lágrima derramada
 Como esta dama em sua mão,
Tão virtuosa é descarte sem afeição
Pois seu rei é prova da vitória
Sua companhia agora trocada
Pelo adoçicado copo de bar


Tudo gira em joguetes de vida,
De mesa de bilhar
 Simples cartas a se embaralhar
Queria ser o teu coringa, 
Distante de qualquer dispensa,
Obter sorte a ti propensa

Ser o sabor do teu líquido, 
 Dialeto dessas noites em claro,
Teu amuleto sagrado
O segredo é esperar,
Aqui a imaginar,
Se a esse lar pela manhã 
Satisfeito retornará.

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