Na jogatina dos dias
Que sucedem meu compasso,
As vezes até me embaraço
Com as piscadelas do teu olhar,
Trocadilho a mostrar
O que deveria no lance lograr
Penso estarmos em sintonia
Com as fases dessa rotina
Dessa mania de adivinhar
O que um e outro vêm brindar,
Blefam sem autoria
Coleções de ases em parceria
Parece brinquedo dos deuses
Feito marionetes em massetes,
Deduzindo a linha dada
Modificando a cartada
Naipe pronto a me escudar,
Sua mente sorri a falsetear.
Minha noite perdura
Em rodeios no colchão,
Lágrima derramada
Como esta dama em sua mão,
Tão virtuosa é descarte sem afeição
Pois seu rei é prova da vitória
Sua companhia agora trocada
Pelo adoçicado copo de bar
Tudo gira em joguetes de vida,
De mesa de bilhar
Simples cartas a se embaralhar
Queria ser o teu coringa,
Distante de qualquer dispensa,
Obter sorte a ti propensa
Ser o sabor do teu líquido,
Dialeto dessas noites em claro,
Teu amuleto sagrado
O segredo é esperar,
Aqui a imaginar,
Se a esse lar pela manhã
Satisfeito retornará.

Nenhum comentário:
Postar um comentário