Então me diga, por onde anda meu amor?
perambula atrás de um sorriso num anoitecer
Quem sabe carrega fardos de alegria e prazer?
Com outras bocas em outro lazer?
O que será que aconteceu, com o brilho dos olhos meus,
se desfizeram num luar, tão formoso e tramoso
anseios indeterminados, veio hoje me abandonar?
Qual seria o despertar para deste vago limite me maltratar?
Erre o caminho, que persista sozinho até o fim nada encontrar
Toda a beleza desse amor essa luz que ao fundo aparecia
que do alto refletia meu guia, ao chão fez se esborrachar
Que manhã mais chuvosa essa! Revelar saudosa serva
Perecer nos teus olhos tão reservados em mau estar
Me solte duende desse interior! Pare de duelar comigo!
Esse cupido a mim pertencente Me doei assim infelizmente,
á toda astúcia desse raposo imprudente!
Me ateou ao fogo vão da calúnia,
na rasura de sua feíúra
displicente em rodeios carniceiros
que meu mundo quer arruinar.
Nada vem a ser em vão,
dos amores que esfacelam
que ao passado não se atrelam
ao destemido poder de uma nova visão.
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