terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Noite Vazia

Então me diga, por onde anda meu amor?

perambula atrás de um sorriso num anoitecer

Quem  sabe carrega fardos de alegria e prazer?

Com outras bocas em outro lazer?


O que será que aconteceu, com o brilho dos olhos meus,

se desfizeram num luar, tão formoso e tramoso

anseios indeterminados, veio hoje me abandonar?


Qual seria o despertar para deste vago limite me maltratar?

Erre o caminho, que persista sozinho até o fim nada encontrar

Toda a beleza desse amor  essa luz que ao fundo aparecia

que do alto refletia meu guia, ao chão fez se esborrachar 

Que manhã mais chuvosa essa! Revelar saudosa serva

Perecer nos teus olhos tão reservados em mau estar


Me solte duende desse interior! Pare de duelar comigo!

Esse cupido a mim pertencente Me doei assim infelizmente,

á toda astúcia desse raposo imprudente!


Me ateou ao fogo vão da calúnia,

na rasura de sua feíúra

displicente em rodeios carniceiros 

que  meu mundo quer arruinar.


Nada vem a ser em vão,

dos amores que esfacelam

que ao passado não se atrelam

ao destemido poder de uma nova visão.

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