Esse olhar que mistifica o pensamento,
que me receia profundo tormento
essas rochas em nosso caminho,
subir sozinho, não consigo
Desvendar esse longínquo
que supera meu vínculo
atravessar essa ponte tão estreita
que nos move a distância imperfeita
todos os versos que a ti rimei,
esse canto que pra ti guardei
escureceu como o anoitecer,
Sem velas sem luar
teus olhos desconfiados a me fitar,
com ares tempestuosos em pesar
Patino em sonhos nublados,
ora a seu lado ora em trilhos vagos
Tento entender teu mundo,
essa incógnita de ser você
Anseio o alvorecer nessa agonia aclamada
pra que nele me tome em paixão avassaladora
do teu regalo ensaiado, dos lençóis em rendas alfinetado
nos pontos cruciais desse desenho,
ser o ar que no peito contenho
Passe que do alto fissura minha estrutura,
andar discreto, sorrateiro
com esse sorriso tão meigo,
por favor não me iluda
pois no coração desse solitário pelejante,
jaz um amor de viajante
que se guarda na gruta da espera,
de almejar essa doce quimera.
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