Não paro de pensar, algo em mim sufoca, não distingue o enunciado.
Somos areia em fardos, fardos que se doam, fados que voam,
Por séculos o distúrbio é assim... Enfadonho e perambulante,
Nesse mar incessante de ardores sem fim.
O que cala uma mente que serpenteia, nos arredores da loucura proclamada,
são as encostas do rios que a detém?
não será essa entrave que cai rosto abaixo, somente aquelas dores intocáveis,
irremediáveis do consulente que a si não se contém?
Quando estaremos prontos para olhar essa linha tão abrangente,
entre a morte e a semente, que sem divisórias se consagrou.
Desse relutar dentro de mim que apaga, cada vez mais a sombra do retrato,
que devora todo semblante de clareza, que dentre a escuridão reluzia.
Está tomando conta de mim, cortando meus pulsos vagarosamente,
o sorriso empossou com as gotas dessa chuva que me molhou,
dos ventos tão leves que meu som não propagou,
o que incide sobre esses pensamentos tão empedrados de sofrimento
que nem a imaginação relevou.
Não paro de pensar, que meu esboço desfaleceu.
Ei!! Numa gruta estão seus sonhos?
Tire-os de lá e me deixe caminhar!
O que te basta se não o meu esforçar.
Quero te ver falar, sem esbravejar,
sua maquiagem no copo da mentira repousar.
Seja o que há de mais falso, não pode ser tão maléfico assim,
Nada nesse dia é preparado, como rostos esculpidos
Ou um pequeno enfeite no cocar. Seu estado enfatiza o abandonar,
Não me põe a abortar todo esse resgate que teimo em te vislumblar.
Nossa! Como está calmo aqui!
Até minha imagem no espelho agora vejo,
Na paisagem dos meus olhos tão cheios de emoção,
Tu me vês como vilão, da tua vida sem precisão, mas...
Espera aí... Serei eu a curva dos teus caminhos?
Vá! Te deixo passar, endireito ela pra te ver prosseguir,
Só não delire nessas pedras que de pouquinho trepidou esse porvir.
Não pretendo estacionar os teus desejos, somente espero o respeito,
Que tu um dia ousou em ignorar.
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