Toda manhã aguardo esse tempo, momento em que o unguento vem lavar minhas dúvidas se voce persiste mesmo, tendo em razão o que na estrada ficou, o café que no copo esfriou, essa gota fria de suor seco para os poros novamente repassada, conflitos diários de minha astúcia, pelos anos, roda viva do mundo.
O semblante caçoado pelo Sol que escalda, em minha pele castigada, o abençoado fogo da vontade, do reconhecimento de si, para o encanto de vós, para o encontro contigo. Ando a favor do tempo, não daquele tempo, deste mesmo em que voce não ve minha presença, santifico seu nome nas melodias mais tristes de um violão velho cansado. Mãos que nas cordas toca nos fios dos seus cabelos e da canção faz de sua voz meu hino de libertação.
Às conversas que enrolam a língua do viajante, parou de sorrir por um instante para todo e qualquer olhar, dos sorrateiros que distraídos ouviam a chuva a pingar e de longe o caminhão trafegar, logo como o soar de uma campainha, todos se levantaram da bancada improvisada, a mala ja preparada, nela uma desejosa aflição.
Batem os tambores novamente, chegada a hora do chão tremer, não dessa forma mundana que os pés magoam o chão, os pneus que assolam minha tristeza e saudade também emanam a alegria de minha estadia, pois a poesia que me consola agora sorri para a aurora sua lembrança ao regresso nessa estrada em vigília pelo rosto que lá deixei, nessas linhas que pra ti resenhei.
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