Quero soltar o grito preso na garganta,
Dizer para minh’alma...
a hora é agora...
Chega de ficar prostrada... levanta!
Derrubar a sofisma...
Tudo que não é válido
quero botar pra fora.
O vento belo barqueiro,
parceiro de nossos caminhos,
nos traz a boa nova de tão aclamado destino,
desmistifica o meu olhar inexpressivo,
que desta vez não chora
ao horizonte ora essa sede
de não mais sofrer, apenas crê...
A brisa que abraça suave o rosto...
Do vinho pisado restando o mosto,
Uma nova etapa espera-se com gosto,
Como o bravo soldado que,
jamais deixa seu posto
Nessa fonte da juventude, sabor de plenitude
desse cálice aperfeiçoado
O maremoto já amansado,
o limiar que me lançou aos ares em risos
Suavizando pedra imposta, deslizes...
desvios que não proporcionam novo desafio
A esse mártir aprisionado por tantos julgado
açoitado na face de uma fraude.
Jamais dizer o que os fracos dizem,
na firmeza da voz...canção entoada,
Flutuar nas alturas, sermos livres...
e certos de termos certeza...
É ir de encontro às posturas impostas...
lápide de um frio jazigo,
Livres para dizer o que quisermos...
essa é nossa maior riqueza.
E nessa lápide de velhas escrituras,
saudades e murmúrias
gravo o fim de um anseio,
cravo nesse enredo o que não se é segredo
no palco de minha libertação
essa coroa de perdão
se mistura na multidão de véu atirado
mais um rosto no anonimato.
Jenny & Paulo Moreno
(blog celebrandoavida.loveblog.com.br)
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