sábado, 17 de novembro de 2012

Adornos de uma prisão

 
                  


O ser que nos toma os segundos dos anos corridos,
a sombra de uma voz que doce
me lembra o traço dos dias que dormi,
das tardes embebida no toque da companhia.




O que seria do amor
Se não nos tomasse o tempo necessário
Para sermos escravos dele,
Nos carrega de posse e ilusões múltiplas por uma tez ,
 Tão irreal que somente o convívio e a lembrança
São vícios insensatos
Como o chocolate está para o chocólatra
Ou aquele cigarro para seu servo fumante,
Dopa seu pulmão consentido
Pela sua irremediável mansidão,
Assim estaria amando essa poesia.




Mais que a velhice,
Ocupa meus minutos
Nas incansáveis vigias ao telefone,
Ou incessantes segundos de insônia
Que aquecem a cama em dia de calor,
O suor que escorre pele abaixo
Agora absorvidas pelo lençol
Que chora essa ausência irreversível,
                  Tão idônea como a verdade dos seus desafetos,
Em conivência com suas caricatas espiações ao espelho,
Pois não reconhece em si o indomável esquecimento.




Adornos de bugigangas remotas
Apoderam-se do pensamento
Como senhoras doidas por gargantilhas espalhafatosas,
Pois preenche o espaço triste
Do abismo que antecede a queda,
Assim, teus amores estão corrompidos,
Pela minha mente que teima em te chamar,
Suas canções, as roubei!
Para que não mais fosse de outra,
Sucumbi minha alma, torturei minha liberdade.
Pelo passado que sua falsidade me apresentou,
Em cortejos dignos de realeza
Hoje são os contrastes de uma vida
Sorvida em esperança e amargura,
Dilúvio dos pobres olhos
Que um dia ousaram desejar você.

Blog de jennybyjenny : a visão de uma alma nua e crua, Adornos de uma prisão

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